Pessoas formam uma fila para receber ossos com restos de carne em Fortaleza, no Ceará

Publicado em: 04/11/2026 16:21

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas formando uma fila para receber ossos com restos de carne em Fortaleza, no Ceará. A distribuição é realizada pelo projeto Anjos que Fazem o Bem, uma iniciativa social que atua há mais de 15 anos ajudando famílias de comunidades carentes.

Além das ossadas, o projeto também realiza doações de pães, frutas, verduras, sopas e outros alimentos. Segundo os responsáveis pela iniciativa, os ossos são aproveitados pelas famílias no preparo de caldos e refeições.

As imagens ganharam repercussão depois que foram compartilhadas com a legenda de que a “fila do osso” seria resultado do governo Lula. No entanto, a Agência Lupa esclareceu que os vídeos mostram uma ação social independente, que já acontecia antes do atual governo. A situação também reacendeu discussões sobre pobreza, fome e o acesso à alimentação no Brasil

O governo do presidente Lula negou acesso a estudos técnicos, pareceres jurídicos e relatórios que serviram de base para duas medidas anunciadas pouco antes das eleições: o programa Desenrola 3.0 e a proibição das casas de apostas, conhecidas como bets. A informação foi revelada pela BBC News Brasil.

A solicitação foi feita por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mas a Casa Civil recusou a divulgação dos documentos. Como justificativa, alegou que o material está protegido pelo sigilo profissional da advocacia pública, conhecido como sigilo advogado-cliente.

A decisão gerou críticas de especialistas em transparência pública, que questionam a justificativa do governo e alertam para o risco de criação de um sigilo sem prazo definido. Para eles, a população tem o direito de conhecer os estudos e os motivos técnicos que levaram à adoção de medidas com impacto econômico.

O caso também chama atenção porque Lula já havia prometido combater os sigilos em seu governo e ampliar o acesso da população às informações públicas.

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais provocou forte reação no mercado financeiro. Nos primeiros dias após o resultado, o real sofreu uma desvalorização expressiva diante do dólar, enquanto o peso argentino registrou uma queda menor no mesmo período.

Na segunda-feira (26 de outubro), o dólar fechou em alta de 8,41%, chegando a R$ 5,409, a maior alta diária desde 1999. Na Argentina, o peso registrava queda de aproximadamente 0,7% frente à moeda americana naquele pregão.

A reação dos investidores foi associada à preocupação com os rumos da política econômica brasileira, especialmente em relação aos gastos públicos e ao controle das contas do governo. O movimento chamou atenção também fora do Brasil, já que a desvalorização do real pode afetar o comércio e a competitividade econômica entre os dois países.

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