Novo Aluizão não sai do papel e Carlos Sperança cobra Rocha e Cristiane Lopes
Anunciada com milhões em investimentos, modernização do estádio não se concretizou como prometido e levanta questionamentos de promessa eleitoreira…

PORTO VELHO – RO – A capital de Rondônia continua pagando o preço de promessas políticas que não saem do papel. Apesar dos anúncios milionários e das manifestações de entusiasmo das autoridades, Porto Velho ainda não dispõe do estádio de futebol moderno prometido pelo governador Marcos Rocha e pela deputada federal reeleita Cristiane Lopes. A situação provocou uma dura cobrança do jornalista Carlos Sperança, que questiona a falta de resultados concretos e exige explicações dos responsáveis.
A revitalização do Estádio Aluízio Ferreira, o tradicional Aluizão, foi apresentada como uma das grandes conquistas para o esporte rondoniense. Em maio de 2024, o governo anunciou um projeto estimado em aproximadamente R$ 70 milhões, com participação de emendas parlamentares de Cristiane Lopes e recursos estaduais.
O empreendimento prometia transformar o velho estádio em uma estrutura moderna, capaz de receber grandes competições e eventos. Mas o tempo passou, as eleições chegaram e a população continua esperando.
Em fevereiro de 2026, o governo informou que havia concluído a licitação da primeira etapa, no valor de R$ 22,2 milhões, sendo R$ 19,1 milhões de emenda federal e R$ 3,1 milhões de contrapartida estadual. Na ocasião, o processo ainda dependia de análise da Caixa Econômica Federal para avançar à contratação.
É justamente essa distância entre o discurso oficial e a realidade que desperta a indignação de Carlos Sperança. Em sua coluna, o jornalista cobra esclarecimentos sobre o que aconteceu com os recursos anunciados, por que a modernização não foi concretizada e se a promessa teria servido apenas como instrumento de promoção política em período eleitoral.
A cobrança ganha ainda mais força diante da repetição de anúncios públicos que criam expectativas na população, mas não apresentam resultados nos prazos esperados. O jornalista estabelece, inclusive, um paralelo com as antigas promessas envolvendo o Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro).
O mais inquietante é que, mesmo depois de tantos anúncios, o Aluizão voltou à pauta política. Em encontro recente com o governador eleito Marcos Rogério, Cristiane Lopes discutiu novamente a revitalização do estádio e a busca de recursos, sem apresentar um novo cronograma público de entrega.
LEIA UM TRECHO DA COLUNA DO RENOMADO JORNALISTA:
A pergunta que não quer calar é simples: onde está o novo Aluizão?
Marcos Rocha e Cristiane Lopes precisam esclarecer quanto dos recursos anunciados foi efetivamente liberado, qual o estágio da execução financeira, quais obstáculos impediram a conclusão da obra e quando a população poderá contar com uma estrutura esportiva digna.
A existência de emendas anunciadas e de uma licitação concluída não significa, por si só, que os valores tenham sido integralmente pagos ou desviados. Justamente por isso, a transparência sobre cada etapa do empreendimento é indispensável.
Afinal, Porto Velho não precisa de mais discursos, fotografias de autoridades ou promessas embaladas para campanhas eleitorais. Precisa de um estádio capaz de valorizar seus atletas, fortalecer o futebol profissional e oferecer condições adequadas aos torcedores.
O futebol rondoniense não pode continuar sendo tratado como palanque eleitoral. A população quer saber quando as promessas se transformarão em arquibancadas, gramado, iluminação e obras concluídas. E, sobretudo, quem responderá pelos compromissos que ficaram pelo caminho.
