Brasil pode registrar 860 mil casos de dengue em 2027, aponta projeção de especialistas

Publicado em: 07/11/2026 12:01

 

O Brasil poderá registrar aproximadamente 860 mil casos prováveis de dengue em 2027, segundo projeções apresentadas nesta sexta-feira (6), durante o webinário Preparação para a Temporada de Dengue 2027. O levantamento reúne pesquisadores de instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), além de especialistas de outros países.

 

O estudo aponta um cenário semelhante ao observado nas temporadas de 2025 e 2026, mas alerta que a doença continuará exigindo atenção das autoridades de saúde. A estimativa indica um intervalo de incerteza entre 560 mil e 1,6 milhão de casos, com possibilidade de pico de aproximadamente 40 mil registros em abril de 2027. O levantamento foi elaborado a partir de 22 modelos desenvolvidos por mais de 130 pesquisadores de oito países.

 

Um dos fatores observados pelos especialistas é a possível ocorrência de um super El Niño no próximo verão. Embora as projeções climáticas ainda apresentem divergências sobre os impactos do fenômeno, os pesquisadores alertam que as condições climáticas podem favorecer a transmissão da doença em determinadas regiões. Entre os estados com tendência de aumento de casos em relação à temporada anterior estão Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Acre e Minas Gerais.

 

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O levantamento também apresenta projeções para a Chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A estimativa aponta mais de 90 mil casos prováveis no Brasil. O Nordeste aparece entre as regiões que exigem maior atenção, com previsão de aumento nos registros no Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba, Sergipe e Piauí. Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também apresentam tendência de crescimento.

 

 

 

Diante das projeções, os pesquisadores reforçam a necessidade de intensificar as medidas de prevenção e vigilância epidemiológica. A orientação é eliminar recipientes que acumulam água parada, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas e evitar o descarte inadequado de pneus e outros objetos que possam servir de criadouros do mosquito. As estimativas não representam números definitivos, mas servem de alerta para que gestores públicos organizem antecipadamente a rede de atendimento e as ações de combate às doenças.

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