Desmatamento na Amazônia está desbotando as cores das borboletas
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Calor, baixa umidade e falta de plantas mudam o metabolismo das borboletas, fazendo com que esses insetos percam cada vez mais suas cores
A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, com cerca de 421 milhões de hectares, abriga uma enorme diversidade de insetos. Entre eles, as borboletas estão entre as mais fáceis de identificar, justamente por causa das cores vivas e dos desenhos nas asas.
A região inclui borboletas como a Morpho menelaus, a Prepona narcissus, a Cithaerias andromeda e a Historis acheronta. No entanto, com o desmatamento crescente, as cores têm ficado cada vez menos fortes.
O desmatamento e as alterações no ambiente afetam tanto a intensidade quanto os padrões das cores das asas das borboletas. Entre os principais fatores, destacam-se: Outro fator preocupante é que espécies mais coloridas tendem a desaparecer ainda mais rápido, já que cores vivas geralmente surgem depois de processos longos de seleção natural e especialização, uma forma de adaptação do animal ao seu ambiente.
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Por isso, quando as condições mudam de forma rápida, essas adaptações se tornam, na verdade, uma desvantagem. As cores queantes ajudavam a camuflar deixam de oferecer proteção, e isso aumenta a exposição aos predadores e eleva o risco de extinção das espécies.

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Algumas espécies de borboletas dependem de só uma ou poucas plantas para se alimentar durante a fase de larva. Isso faz com que qualquer alteração na vegetação impacte na sobrevivência dos insetos.
Se a planta hospedeira desaparece ou fica escassa, as larvas não encontram alimento suficiente para se desenvolver e o ciclo de vida é interrompido. Esse efeito é ainda mais crítico em áreas fragmentadas da floresta, onde as populações já estão isoladas e com menos opções de alimentação.
Além de fornecer alimento, a presença e a variedade das plantas hospedeiras influencia o crescimento das larvas e a saúde delas em geral, porque quando a oferta é limitada, o desenvolvimento pode ficar mais lento, e os insetos ficam mais suscetíveis a doenças e parasitas, já que não encontram nutrientes suficientes para fortalecer o organismo.
Fonte: Metrópoles




