Avanço da inteligência artificial provoca escassez inédita de chips, alerta fabricante

Publicado em: 19/01/2026 11:29

Falta de memória para IA drena produção de chips comuns, pressiona fábricas e deve deixar PCs e celulares mais caros em 2026; entenda

A Micron, principal fornecedora da Nvidia, alertou que a escassez global de chips de memória acelerou no último trimestre e deve se estender para além de 2026. O avanço da infraestrutura de inteligência artificial (IA) criou cenário “sem precedentes”, no qual a demanda por componentes supera a capacidade de produção da indústria.

 

A Micron, principal fornecedora da Nvidia, alertou que a escassez global de chips de memória acelerou no último trimestre e deve se estender para além de 2026. O avanço da infraestrutura de inteligência artificial (IA) criou cenário “sem precedentes”, no qual a demanda por componentes supera a capacidade de produção da indústria.

 

A raiz do problema está na memória de alta largura de banda (HBM), peça fundamental para que sistemas de IA funcionem com velocidade máxima.

 

Veja também 

 

EUA e NASA planejam instalar reator nuclear na Lua até 2030

 

Veneno da jararaca revela segredo das proteínas: flexibilidade e interações superficiais são chave para a função celular

 

O processo de fabricação é tão exigente que, para produzir um único bit dessa memória avançada, fábricas precisam sacrificar a produção de três bits da memória DRAM convencional, usada em notebooks e celulares. Na prática, linhas de montagem priorizam chips de IA, que são mais lucrativos, e deixam eletrônicos cotidianos no final da fila.

 

Pessoa manuseando dinheiro (notas de dólar); imagem é sobreposta por ilustração de cérebro e tecnologia representando a inteligência artificial (IA)

Foto: Reprodução

 

Com isso em mente, analistas preveem que os preços da memória RAM podem subir mais de 50% apenas neste primeiro trimestre de 2026. Gigantes como Dell e Apple já sinalizam que a escassez afetará o custo de fabricação. E a expectativa é que a memória passe a representar até 30% do valor final de um celular. Para você ter ideia, seria o triplo do padrão histórico. No mercado de componentes, o reflexo é: kits de memória que custavam US$ 300 (aproximadamente R$ 1,6 mil) há poucos meses já são encontrados por valores dez vezes maiores no varejo especializado.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

A solução para esse desequilíbrio depende da construção de novas fábricas, mas o alívio não virá no curto prazo. A Micron iniciou as obras de uma megafábrica de US$ 100 bilhões (R$ 500 bilhões) em Nova York, mas os primeiros componentes só devem sair de lá em 2030. Enquanto novas unidades em Idaho, Virgínia e Taiwan não operarem em plena capacidade (o que está previsto para ocorrer entre 2027 e 2028), o mercado global enfrenta uma mudança estrutural: dispositivos do dia a dia agora competem por recursos com supercomputadores que movem a revolução e a corrida da IA.

LEIA MAIS

Compartilhar

Faça um comentário