Fóssil com garras revela como eram os ancestrais das aranhas

Publicado em: 02/04/2026 15:36
Fóssil com garras revela como eram os ancestrais das aranhas
Foto: Rudy Lerosey-Aubril/Nature

Fóssil bem preservado de 500 milhões de anos mostra as quelíceras, garras que ficam na frente da cabeça, que eram bastante compridas

Uma descoberta recente de fóssil trouxe novas pistas sobre a origem das aranhas ao revelar que seus ancestrais possuíam estruturas semelhantes a garras especializadas, usadas para capturar presas e interagir com o ambiente de forma diferente das espécies atuais.

 

Esses animais fazem parte de um grupo antigo de artrópodes chamados quelicerados, que incluem também escorpiões e caranguejos-ferradura. Em formas primitivas, eles apresentavam apêndices frontais robustos, parecidos com “pinças” ou garras, que ajudavam na alimentação e defesa.

 

Com o passar de milhões de anos, essas estruturas evoluíram e deram origem às peças bucais típicas das aranhas modernas, conhecidas como quelíceras, usadas hoje para injetar veneno e manipular presas. Essa transição mostra como características aparentemente simples foram sendo adaptadas ao longo da evolução.

 

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Outros fósseis já encontrados indicam que os ancestrais das aranhas também podiam ter corpos segmentados e até caudas semelhantes às de escorpiões, reforçando que esses animais eram bem diferentes das aranhas atuais.

 

 

 

A descoberta ajuda cientistas a entender melhor como ocorreu a evolução dos aracnídeos e como estruturas como garras, presas e produção de seda surgiram ao longo do tempo, mostrando que as aranhas modernas são resultado de uma longa transformação ao longo de centenas de milhões de anos.

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