Kremlin afirma que Trump convidou Putin para integrar conselho de paz sobre Gaza

Publicado em: 19/01/2026 11:27

A mais recente reviravolta veio nesta segunda-feira (19): o Kremlin confirmou que Vladimir Putin recebeu convite formal para integrar o conselho

Em uma jogada que mistura diplomacia ousada, pragmatismo econômico e puro show político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está montando o que ele mesmo chamou de “o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”: o Conselho da Paz de Gaza (Board of Peace, em inglês), órgão criado para supervisionar a transição pós-guerra na Faixa de Gaza após o cessar-fogo entre Israel e Hamas.

 

A mais recente reviravolta veio nesta segunda-feira (19): o Kremlin confirmou que Vladimir Putin recebeu convite formal para integrar o conselho. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que a proposta chegou por canais diplomáticos e que Moscou está “estudando todos os detalhes” antes de responder.

 

A inclusão de Putin no mesmo fórum que já conta com nomes como o secretário de Estado americano Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump Jared Kushner e o bilionário Marc Rowan é vista por analistas como um sinal da disposição de Trump de buscar acordos com adversários geopolíticos quando isso serve aos interesses americanos — especialmente reconstrução bilionária e contenção de influência iraniana na região.

 

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Convites polêmicos para líderes da América Latina O Brasil e a Argentina também estão na lista de convidados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a carta oficial, mas o Palácio do Planalto informou que a participação será avaliada nos próximos dias, considerando “objetivos, composição e custos envolvidos”.

 

Kremlin afirma que Trump convidou Putin para 'Conselho da Paz' em Gaza

Foto: Reprodução

 

Lula, que desde 2023 critica duramente as ações militares de Israel em Gaza e defende solução de dois Estados via ONU, enfrenta um dilema diplomático: aceitar pode ser interpretado como endosso indireto à agenda pró-Israel de Trump; recusar pode gerar atrito com Washington em um momento de negociações comerciais sensíveis.

 

 

 

Já o presidente argentino Javier Milei não hesitou: aceitou o convite publicamente, classificando-o como “uma honra” e compartilhando a carta-convite em suas redes. A rápida adesão de Milei reforça a sintonia ideológica entre Buenos Aires e a Casa Branca no segundo mandato de Trump. Outros líderes que receberam ou confirmaram convites incluem o turco Recep Tayyip Erdogan, o egípcio Abdel Fattah el-Sisi, o canadense Mark Carney, o rei da Jordânia Abdullah II e até o indiano Narendra Modi.

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