Nova variante do Corona vírus, BA.3.2, circula em 23 países

Publicado em: 30/03/2026 10:55
Foto: NIAD

Células humanas (azul) sendo infectadas pelo coronavírus (partículas roxas)

A nova variante do coronavírus, identificada como BA.3.2 e apelidada de “Cicada”, apresenta alto número de mutações e maior escape imunológico em relação às cepas predominantes. Detectada pela primeira vez na África do Sul em novembro de 2024, ela já foi encontrada em ao menos 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos. Até o momento, o Brasil não registrou casos da linhagem.

 

Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a variante representou cerca de 30% das sequências genéticas relatadas na Dinamarca, Alemanha e Holanda. Nos EUA, foi identificada em viajantes, amostras clínicas e esgoto, mostrando que a circulação global é silenciosa, mas monitorada de perto pelas autoridades de saúde. Especialistas reforçam que não há indícios de maior gravidade ou aumento de mortalidade associado à BA.3.2.

 

A BA.3.2 possui entre 70 e 75 alterações na proteína spike, responsável pela ligação do vírus às células humanas, o que preocupa sobre uma possível redução da eficácia das vacinas atuais. Estudos iniciais indicam que os imunizantes ainda oferecem proteção, embora com resposta inferior comparada a variantes mais próximas, como a JN.1. Os sintomas permanecem similares aos de outras variantes: dor de garganta, tosse, congestão nasal, fadiga, febre e, em alguns casos, sintomas gastrointestinais.

 

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Segundo a OMS, apesar do escape imunológico acentuado, não há sinais de crescimento acelerado, aumento de hospitalizações ou mortes em locais onde a variante foi detectada. Assim, a BA.3.2 não apresenta riscos adicionais significativos à saúde pública, embora seu monitoramento contínuo seja recomendado. A principal medida preventiva segue sendo manter a vacinação em dia, especialmente para grupos prioritários.

 

 

 

No Brasil, desde 2024 a vacinação contra a Covid-19 integra o calendário nacional para gestantes, idosos e crianças pequenas. Grupos prioritários continuam a receber reforços periódicos, enquanto a população em geral não tem indicação de novas doses. O esquema vacinal infantil envolve duas ou três doses, dependendo do imunizante, e para imunocomprometidos o reforço é semestral. Outros grupos prioritários recebem doses conforme necessidades especiais definidas pelo PNI.

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