O Cavalo de Tróia de Lula em Rondônia: PSD articula para eleger Adailton Fúria e ampliar poder do Planalto
O Cavalo de Tróia de Lula em Rondônia: PSD articula para eleger Adailton Fúria e ampliar poder do Planalto
Porto Velho, RO – Enquanto parte da direita política parece distraída, um movimento silencioso, mas altamente estratégico, avança nos bastidores da política de Rondônia. O PSD, partido que integra a base do governo Lula e comanda ministérios importantes em Brasília, estaria preparando o terreno para lançar Adailton Fúria como seu principal nome ao Governo do Estado.
Nos corredores de Brasília, o plano é visto como um verdadeiro “cavalo de Tróia”. A sigla, comandada nacionalmente por Gilberto Kassab, tenta se apresentar como alternativa “moderada” e “pragmática”, especialmente em estados onde o PT enfrenta forte rejeição. Rondônia, com perfil conservador e forte ligação com o agronegócio, virou alvo prioritário dessa estratégia.
PSD, Lula e o projeto de poder
O PSD ocupa hoje ministérios estratégicos no governo federal, como Agricultura, Pesca e Minas e Energia. Além disso, foi decisivo em votações importantes no Congresso e no apoio que levou o ministro Flávio Dino ao STF. Para críticos, isso mostra que o partido atua como base fiel de sustentação do Planalto.
Agora, a sigla quer exportar esse modelo para Rondônia. E o nome escolhido seria Adailton Fúria, visto como um gestor “aceitável” para um eleitorado que rejeita a marca petista, mas que poderia acabar elegendo um aliado indireto de Lula.
“Usar a direita para destruir a direita”
A tática, segundo analistas políticos, é antiga: lançar um candidato com discurso conservador e perfil técnico, enquanto o partido, nos bastidores, segue alinhado ao governo federal.
Um exemplo citado é o do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também do PSD, apontado como um dos principais obstáculos a qualquer tentativa de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Para opositores, isso prova que o partido “protege o sistema por dentro”.
O preço do apoio
Críticos afirmam que o apoio do PSD nunca é gratuito. Em troca, viriam compromissos como:
■ Blindar politicamente o governo Lula
■ Proteger ministros do STF
■ Garantir votos para pautas sensíveis no CongressoPor isso, cresce entre lideranças conservadoras o alerta: “Um voto em Adailton Fúria pode ser, na prática, um voto no pacto PSD–PT”.
Eleitor precisa ficar atento
Para muitos, a eleição em Rondônia não será apenas local, mas parte de um jogo nacional de poder. O eleitor é orientado a fazer perguntas diretas ao candidato e ao partido:
■ O PSD é favorável ao impeachment de Alexandre de Moraes?
■ Apoia a anistia política?
■ Atua como base de Lula no Congresso?Se as respostas forem vagas ou o silêncio prevalecer, dizem críticos, isso já seria um sinal claro do alinhamento real da legenda.
Rondônia no centro do tabuleiro político
O temor é que o estado se torne mais uma peça no xadrez de Brasília. Para setores da direita, a hora de “enxergar além da cortina de fumaça” é agora.
O futuro de Rondônia, alertam, não pode ser decidido em acordos de bastidores entre partidos e o Palácio do Planalto.
Fonte: Redação Portal364

