Relatório aponta que subsídios para atividades que degradam a natureza superam em 32 vezes os destinados à conservação da biodiversidade

Publicado em: 16/02/2026 11:29

A cifra é 32 vezes menor do que os subsídios feitos a atividades destrutivas à biodiversidade

Um novo relatório divulgado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) revela um desequilíbrio profundo nos fluxos de financiamento público e privado relacionados à natureza.

 

Os dados mostram que, em 2023, os subsídios e outros financiamentos que têm impactos negativos diretos sobre a biodiversidade totalizaram aproximadamente US$ 7,3 trilhões globalmente (contabilizando tanto aportes públicos quanto privados). Desse total, cerca de US$ 2,4 trilhões vieram de verbas públicas vinculadas a atividades prejudiciais ao meio ambiente.

 

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Em contrapartida, os recursos direcionados para atividades que conservam ou restauram a biodiversidade foram estimados em apenas US$ 220 bilhões, o que significa que o financiamento positivo representa apenas uma pequena fração — cerca de 1/32 do total — do que é destinado àquelas práticas que aceleram a perda de natureza.

 

O documento aponta que as empresas exercem papel significativo tanto na dependência quanto nos impactos sobre a biodiversidade e que o atual padrão de incentivos financeiros mantém um status quo prejudicial. Os autores defendem que mudanças nas políticas econômicas e financeiras são urgentes para reverter a tendência de destruição e alinhar os investimentos com a proteção dos ecossistemas.

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