Marcos Rogério atribui parte da culpa da derrota em 2022 a elogios de Rocha: “Passou a dizer que eu era um bom senador”
Senador afirma que estratégia do adversário no segundo turno, ao elogiá-lo publicamente e defender sua permanência no Senado, influenciou parte do eleitorado
PORTO VELHO, RO – Em senador,238075.shtml” target=”_blank”>entrevista ao podcast Folha Nobre, apresentdo por Ivan Lara, o senador senador,238075.shtml” target=”_blank”>Marcos Rogério, do PL, reafirmou que é pré-candidato ao governo de Rondônia nas eleições de 2026 e retomou, em tom de autocrítica, os erros que atribui à campanha de 2022. Ao longo da conversa, ele também detalhou como enxerga o peso da “máquina” na política, descreveu o que considera uma virada de narrativa no segundo turno e explicou como está desenhando o projeto para 2026, incluindo o alinhamento com o deputado Fernando Máximo e a busca por apoio do ex-governador Ivo Cassol.
No trecho em que trata do pleito passado, Rogério assumiu que chegou ao segundo turno sem estrutura adequada para a etapa decisiva. “Eu fui para um segundo turno num momento em que eu não tinha me organizado para estar no segundo turno e nem tinha time para estar comigo no segundo turno”, afirmou. Segundo ele, a campanha seguiu em ritmo acelerado, sem pausa para reorganização e sem as conversas políticas que, na visão dele, deveriam ter ocorrido naquele momento. “Eu cometi erros. No segundo turno, eu tinha que ter conversado com algumas figuras, com algumas lideranças políticas que tinham participado do primeiro turno e eu não conversei”, declarou. O senador reforçou que o problema, para ele, foi de comando, não de equipe. “Eu não tinha planejamento. Eu não tinha organização. Eu não vou atribuir à equipe, foi erro meu mesmo”, disse.
Ele também apontou fatores externos que, na leitura do parlamentar, contribuíram para a derrota. Um deles foi o peso do governo em exercício na captura de apoios. “Eu estava muito só. A máquina do governo conseguiu capturar todos os apoios possíveis”, relatou, antes de resumir: “Máquina é máquina”. Rogério acrescentou que houve um movimento de comunicação do adversário (o governador reeleito, Coronel Marcos Rocha, hoje no PSD) que, segundo ele, influenciou parte do seu eleitorado. “Ele passou a dizer que eu era um bom senador, que o Brasil precisava de mim no Senado e que Bolsonaro precisava de mim no Senado Federal”, afirmou, explicando que começou a ouvir, na rua, uma justificativa recorrente. “Marcos, eu gosto de você, eu gostaria muito de votar em você pra governador, mas eu não vou votar em você pra governador porque eu quero te ver no Senado Federal”, reproduziu. Para ele, o efeito foi direto: “Eu perdi muito voto. Teve voto que foi meu no primeiro turno e que no segundo turno foi convertido contra mim, não por ser contra mim”.
Já ao projetar 2026, Rogério confirmou a pré-candidatura e disse que o desenho de chapa, no campo majoritário, está definido neste momento. “Sou pré-candidato a governador”, cravou. Em seguida, mencionou o deputado Fernando Máximo como nome alinhado ao projeto para o Senado. “Eu e o deputado Fernando Máximo temos um alinhamento. Hoje eu sou pré-candidato a governador e o deputado Fernando Máximo é pré-candidato ao Senado junto conosco. Isso já está definido”, afirmou, ponderando, ainda assim, que “no campo da política isso é muito relativo” ao falar sobre possibilidade de mudanças futuras.
O senador disse que está em fase de pré-campanha, percorrendo municípios e conversando com lideranças para formar base partidária e política. “Eu estou fazendo um trabalho hoje de pré-campanha nos municípios, conversando com lideranças, conversando com os partidos políticos para formar lá na frente uma base”, afirmou, acrescentando que conversou com praticamente todos os nomes do campo que ele chamou de “mais próximo”. “Eu conversei praticamente desde o campo político mais próximo, eu conversei com todos”, disse, antes de delimitar uma exceção: “Eu só não conversei com os candidatos que são do campo político de esquerda, da esquerda clássica”.
No bloco em que aborda Ivo Cassol, Rogério afirmou que busca apoio do ex-governador e descreveu a negociação como avançada. “Eu tenho buscado o apoio dele para a nossa pré-candidatura, a conversa está evoluindo bem”, declarou. Rogério também comentou o cenário envolvendo uma eventual candidatura de Cassol, citando a depender de “alguma mudança no judiciário”. “O Ivo se tivesse a possibilidade (…) ele seria candidato, se não tiver essa possibilidade não vai ser candidato”, afirmou.
Ao justificar a aproximação, o senador destacou o que considera marcas do período de Cassol, principalmente na infraestrutura. “Não teve ninguém que conseguiu superar essa marca dele em termos de infraestrutura, ninguém asfaltou Rondônia como o Ivo asfaltou”, afirmou, citando exemplos para ilustrar a comparação com o passado. Na sequência, criticou o que definiu como ausência de avanços recentes. “Nesse último governo, nesses últimos oito anos, nós não tivemos uma única região conectada por asfalto. Não tivemos uma única região”, disse, acrescentando que “o asfalto antigo que o Cassol fez lá atrás, hoje está todo esburacado” e que, segundo ele, “nem manutenção o governo conseguiu fazer”.
Rogério conectou o tema da infraestrutura ao debate sobre a BR-364 e o pedágio, dizendo que a população está sendo impactada e que, na visão dele, o governo estadual não entregou alternativas viárias. “Hoje nós temos essa situação da BR-364, que está atormentando a população de Rondônia”, afirmou. Ele também declarou que o pedágio imposto seria “um dos mais caros do Brasil” e relatou que há uma disputa judicial em andamento. “Nós estamos trabalhando para desfazer, para rever essa questão do pedágio, mas não é fácil. Ganhamos aqui em Rondônia na Justiça Federal e lá em Brasília nós perdemos, mas ainda estamos trabalhando para poder reverter essa questão”, disse.
Nesse ponto, o senador apresentou exemplos de estradas estaduais que, segundo ele, poderiam reduzir tráfego e custos, citando trechos e rodovias como alternativas internas para deslocamentos e escoamento da produção. A lógica, afirmou, seria elevar a arrecadação pela atividade econômica, e não por aumento de impostos. “A minha lógica é outra. A minha lógica é, eu melhoro a infraestrutura, garanto um ambiente melhor para a produção e para o escoamento da produção, e com isso eu tenho como resultado ganho econômico para o Estado”, declarou. “A arrecadação aumenta a partir da melhoria da atividade econômica”, completou.
Ainda no diagnóstico de gestão, o senador retomou promessas que, segundo ele, não se concretizaram na saúde e em obras estruturantes. “Onde é que está o Hospital Regional de Ariquemes? Que ele disse, veio aqui, falou que ia fazer, não fez”, disse, ao comentar regionalização e atendimento. Em outro trecho, ao explicar por que decidiu voltar ao debate majoritário, conectou a decisão ao que afirma ter visto se confirmar após a eleição. “Se essa não fosse a realidade hoje, eu não seria pré-candidato a governador”, afirmou.
As informações são do site Rondônia Dinâmica.
Texto originalmente publicado em https://www.rondoniadinamica.com/noticias/2026/02/marcos-rogerio-atribui-parte-da-culpa-da-derrota-em-2022-a-elogios-de-rocha-passou-a-dizer-que-eu-era-um-bom-senador,238075.shtml.
