Sérgio Nahas é preso na Bahia quase 24 anos após matar esposa

Publicado em: 22/01/2026 11:12
Nahas foi condenado por matar Fernanda Orfali, em São Paulo, no ano de 2002

Paulo Moura

Sergio Nahas Foto: Divulgação/Policia Militar

O empresário Sérgio Nahas foi preso no último sábado (17), na Bahia, quase 24 anos após matar a esposa, Fernanda Orfali, em São Paulo. A prisão ocorreu em Praia do Forte, no litoral norte do estado, o mesmo destino turístico onde o casal passou a lua de mel antes do crime.

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Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado pelo assassinato. O mandado de prisão foi expedido em 25 de junho de 2025 e, desde então, ele passou a constar na lista da Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para localizar foragidos internacionais.

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A captura ocorreu após o empresário ser identificado por um sistema de reconhecimento facial instalado na Praia do Forte, no município de Mata de São João. Ele estava hospedado em um condomínio de luxo na região. Com Nahas, policiais militares apreenderam 17 pinos de cocaína, três aparelhos celulares, um veículo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo.

O assassinato de Fernanda Orfali aconteceu em 2002, no apartamento do casal, em São Paulo. À época, a vítima tinha 28 anos. Segundo o Ministério Público, Nahas matou a esposa após ser confrontado por ela, que teria descoberto traições e o uso de drogas. Para a acusação, o empresário temia uma possível separação e a divisão dos bens.

Ainda conforme o MP, Fernanda tentou se proteger ao se trancar no closet do apartamento, mas Nahas teria arrombado a porta e efetuado dois disparos. O laudo da perícia indicou que o primeiro tiro atingiu a vítima, enquanto o segundo atravessou a janela do imóvel. A defesa sustentou, ao longo do processo, que Fernanda fazia tratamento contra depressão e que diários escritos por ela indicariam intenção suicida.

No entanto, a perícia da Polícia Técnico-Científica não encontrou vestígios de pólvora nas mãos da vítima. Os advogados do empresário alegaram que a arma utilizada não deixaria resíduos nas mãos, apenas na roupa. Na época do crime, Nahas chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi solto após 37 dias por decisão judicial.

Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou Sérgio Nahas a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa recorreu, o que levou o caso a tramitar em instâncias superiores, chegando ao Supremo Tribunal Federal (STF). Atendendo a pedido do Ministério Público, o STF aumentou a pena. Ainda assim, como havia recursos pendentes, Nahas respondeu ao processo em liberdade.

Somente em junho de 2025, quando todos os recursos foram esgotados, encerrando definitivamente o processo, é que a Justiça paulista expediu o mandado de prisão, agora cumprido na Bahia.

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