Adolescente invade escola e mata duas funcionárias a tiros no Acre
O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades ao longo do dia.
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Funcionárias que morreram baleadas tentaram conter atirador em escola do Acre
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Alzenir e Raquel, funcionárias da Escola Instituto São José, localizada na rua Floriano Peixoto, no Centro de Rio Branco, que morreram no ataque a tiros ocorrido na tarde desta terça-feira, 5, perceberem a situação ao ouvirem os disparos e se agarraram com o atirador, quando foram atingidas por vários tiros e não resistiram aos ferimentos, indo a óbito no local.
Segundo informações da polícia, um aluno de 13 anos pegou a arma de fogo do padrasto, que é advogado, e entrou na instituição de ensino. Ele teria tentado invadir uma sala de aula para atingir estudantes.
Durante o ataque, uma estudante de 11 anos foi atingida por um projétil na coxa esquerda. Uma funcionária de 45 anos também ficou ferida, com um tiro no pé esquerdo.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, e várias ambulâncias, incluindo duas de suporte avançado, foram deslocadas ao local. Os paramédicos prestaram os primeiros atendimentos à aluna e à funcionária ferida, que foram encaminhadas ao Pronto-Socorro de Rio Branco em estado de saúde estável.
As forças de segurança estiveram no local e isolaram a área para o trabalho dos peritos em criminalística, que seguem na instituição. Após a conclusão da perícia, os corpos serão removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames cadavéricos.
O aluno de 13 anos foi apreendido, e o padrasto foi preso. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Comandante da PM diz que adolescente não fez nenhum comentário de arrependimento
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Em coletiva de imprensa realizada após o ataque ao Instituto São José, em Rio Branco, a comandante da Polícia Militar do Acre, Marta Renata, afirmou na noite desta terça-feira, 05, que o adolescente responsável pelos disparos se apresentou às autoridades logo após o ocorrido, declarou ser o autor do ataque, mas não demonstrou arrependimento durante a entrega voluntária.
Segundo a comandante, o jovem estava nervoso no momento da apresentação, mas conseguiu se expressar de forma clara ao assumir a autoria do crime.
“Ele obviamente estava nervoso, mas foi muito bem articulado na sua fala e disse de modo direto que estava se apresentando porque era responsável pelo acontecimento no Colégio São José”, relatou.
Ao ser questionada se durante o atendimento inicial, não houve qualquer manifestação de arrependimento por parte do adolescente. “Não, ele não fez esse comentário conosco”, afirmou.
A comandante também destacou que o Estado já realizava ações contínuas de prevenção à violência no ambiente escolar, citando programas desenvolvidos em parceria com a Secretaria de Educação e outras instituições. “Especificamente nessa escola, nós fazemos um trabalho contínuo. O Estado faz um trabalho contínuo de prevenção”, disse.
Ela mencionou ainda a atuação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) na unidade escolar. “Especificamente nessa escola, nós tivemos cinco turmas de Proerd. E esse é um tema que faz parte do currículo do PROERD. Então, de forma alguma, foi ausência do Estado na escola”, afirmou.
Segundo ela, o programa atua de forma preventiva, abordando temas como drogas, violência e convivência social dentro do ambiente escolar.
“Toda essa política preventiva vem sendo feita. Então, nessa escola especificamente, nós temos cinco turmas do Proerd que trabalham toda essa temática de prevenção e também a questão do bullying e da violência. Tudo isso faz parte do currículo e da matriz programática do Proerd”, completou.
Aluna de 11 anos baleada em ataque tem projétil retirado da perna
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Imagens obtidas pelo ac24horas com exclusividade mostram o projétil retirado da perna de M.E., 11 anos, estudante do Instituto São José, em Rio Branco, vítima do ataque ocorrido na unidade escolar nesta terça-feira (05).
Segundo informações repassadas por fontes ao ac24horas, a bala estava alojada na face posterior da perna esquerda da criança no momento em que ela deu entrada para atendimento.
Ainda de acordo com profissionais de saúde, foi realizado um procedimento cirúrgico simples para a retirada do projétil, que ocorreu em menos de dois minutos.
A estudante foi estabilizada após o atendimento, permaneceu em observação por um curto período e apresenta quadro estável. Ela está acompanhada da mãe durante todo o período de atendimento e recuperação.
As informações foram repassadas pelo repórter Kennedy Santos. O caso integra o conjunto de vítimas do ataque em escola de Rio Branco, que segue sendo investigado pelas autoridades.
As investigações iniciais apontam que um adolescente de 13 anos, estudante da própria instituição, teria retirado uma arma de fogo da residência do padrasto sem autorização. A suspeita é de que uma pistola calibre .380, da marca Taurus, pertencente ao padrasto, que é advogado, tenha sido levada até a escola antes dos disparos. Os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados.
As autoridades de segurança pública seguem investigando o caso, incluindo a análise de imagens que circulam nas redes sociais. A Polícia Civil e a Polícia Militar continuam as diligências para esclarecer a dinâmica do ataque e suas circunstâncias.
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Dono de arma usada em ataque à escola é detido no Acre
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O padrasto do adolescente de 13 anos que causou um ataque a tiros no colégio Instituto São José, no Centro de Rio Branco (AC), foi detido nesta terça-feira, 5, pouco depois do o crime. O homem, apontado como advogado, é proprietário da arma de fogo usada pelo jovem no atentado.
O menor de 13 anos foi identificado, assumiu a autoria dos disparos e já se encontra sob a custódia do Estado, juntamente com a arma.
Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa, funcionárias da escola, morreram e outras quatro pessoas ficaram feridas, sendo três funcionários e um aluno.
As circunstâncias do caso estão sendo apuradas, e a Polícia Civil do Acre já instaurou procedimento investigativo para esclarecer a motivação, a dinâmica da ocorrência e eventuais responsabilidades. As forças de segurança seguem atuando de forma integrada para garantir a elucidação completa do caso.
O governo do Acre emitiu uma nota pública e reforçou que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas, inclusive com o acompanhamento das vítimas, que receberam atendimento imediato e seguem assistidas pelas equipes da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
“Diante da tragédia, o Estado manifesta profunda solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade escolar do Instituto São José e a todos os profissionais da educação impactados por este episódio. Também informa que está mobilizando equipes de apoio psicossocial para oferecer suporte aos alunos, professores e demais envolvidos”, diz o governo.
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) também informou que as aulas em todas as escolas da rede estadual de ensino estarão suspensas por três dias.
