Tragédia anunciada: poste prestes a cair expõe crianças e população ao risco de morte no bairro Incra
Desleixo da Energisa e dos provedores de internet, somado à omissão do poder público, mantém estrutura comprometida a metros de escola infantil, restaurante e prédios públicos, enquanto apenas uma fita plástica “sinaliza” o perigo iminente.
Um poste de madeira em estado crítico, localizado na esquina da Avenida Capitão Sílvio Gonçalves de Farias com a Rua dos Seringueiros, no bairro Incra, está prestes a cair, colocando em risco iminente a vida de pedestres, comerciantes, motoristas e crianças que circulam diariamente pelo local. O poste sustenta rede elétrica e cabos de internet de fibra óptica, o que pode resultar em um sinistro de grandes proporções, com possibilidade de choque elétrico, incêndio e vítimas fatais.
O descaso da concessionária Energisa, responsável pela rede elétrica, somado à omissão dos provedores de internet que utilizam a estrutura, se arrasta há meses, apesar de inúmeras reclamações. A situação se agravou com as fortes chuvas e ventos recentes, que deixaram o poste visivelmente inclinado, evidenciando risco real e imediato de colapso.

De forma irresponsável e inaceitável, a única providência adotada até agora foi a colocação de uma fita plástica, medida meramente simbólica que não reduz o perigo e não protege a população. O local abriga um restaurante, fica a menos de 50 metros de uma escola municipal de educação infantil, além de estar a cerca de 200 metros da UNISP e da CIRETRAN, locais de intensa circulação diária.
O cenário configura uma tragédia anunciada. Caso o poste venha a cair, as consequências podem ser graves e irreversíveis, e a responsabilidade será direta das empresas envolvidas e dos órgãos que se mantiveram inertes diante do risco evidente.
Diante da gravidade, Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil precisam ser acionados com urgência para realizar vistoria imediata, interditar a área se necessário e responsabilizar civil e criminalmente os responsáveis pela manutenção da estrutura. A população não pode continuar refém da negligência e da omissão.
A pergunta que fica é: será preciso alguém morrer para que providências sejam tomadas?
Fonte: Alexandre Araujo/www.ouropretoonline.com
