Atraso milionário na saúde de Vilhena levanta suspeita de boicote político do governo Marcos Rocha

Publicado em: 10/02/2026 15:51

Porto Velho RO – O não pagamento de repasses do Governo de Rondônia para a saúde de Vilhena começa a ganhar contornos que vão além de um simples problema administrativo. Nos bastidores da política, cresce a avaliação de que os atrasos podem estar ligados a um boicote velado do governo Marcos Rocha ao prefeito Flori Cordeiro, que vem sendo citado como possível pré-candidato ao Governo do Estado.

Atualmente, Vilhena acumula um passivo milionário relacionado a contratos da área da saúde, especialmente junto à Santa Casa de Chavantes, responsável pela gestão de serviços hospitalares no município.

Sem os recursos estaduais, o sistema opera no limite.

Saúde virou vitrine política

Nos últimos anos, Flori Cordeiro tem apresentado a saúde lembrada como um dos principais pilares de sua gestão, apostando em investimentos, ampliação de atendimentos e fortalecimento da rede municipal como vitrine administrativa.

Esse protagonismo ultrapassou os limites de Vilhena e passou a projetar o nome do prefeito no cenário estadual, despertando atenção — e resistência.

Para aliados de Flori, o atraso nos repasses estaduais surge justamente no momento em que seu nome ganha força como alternativa ao Palácio Rio Madeira.

Governo estadual no centro da crise

Apesar de o Hospital Regional estar localizado em Vilhena, a unidade é de responsabilidade direta do Governo de Rondônia, que deve garantir recursos para seu funcionamento.

Adversários políticos tentam associar os problemas ao município, mas vereadores e lideranças locais rebatem: a origem da crise está no não cumprimento das obrigações financeiras por parte do Estado.

“O município faz sua parte. Quem não está pagando é o governo”, afirmou um vereador durante sessão na Câmara.

Coincidência ou estratégia?

A repetição dos atrasos, somada ao momento político, levanta uma pergunta inevitável:

o governo estaria usando a saúde como instrumento de pressão política?

Fontes ouvidas pela reportagem avaliam que enfraquecer a vitrine administrativa de Flori poderia reduzir seu capital político e dificultar um eventual projeto ao Governo do Estado.

População refém da disputa

Enquanto a briga política se intensifica, quem paga a conta é a população.

Pacientes enfrentam demora, profissionais convivem com incerteza salarial e gestores lutam para manter serviços funcionando.

A crise expõe um cenário preocupante: a saúde pública transformada em moeda de troca.

Silêncio do Palácio

Até o momento, o Governo de Rondônia não apresentou cronograma claro para quitação dos débitos.

O silêncio reforça as desconfianças e aumenta a pressão sobre o governador Marcos Rocha.

Se confirmada a motivação política, o caso pode ganhar dimensão estadual e até judicial.

Fonte: Portal 364

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