As imagens de satélite revelam uma cicatriz profunda
Porto Velho 1985-2025
As imagens de satélite revelam uma cicatriz profunda: em 1985, os arredores de Porto Velho (RO) eram cobertos por uma floresta amazônica densa e vibrante. Quarenta anos depois, o cenário foi reduzido a fragmentos isolados em meio a um oceano de pastagens, fruto de um processo histórico de ocupação que priorizou a derrubada da mata. O padrão de “espinha de peixe” das estradas consolidou a fragmentação da paisagem em apenas uma geração.
As únicas áreas verdes consideravelmente preservadas que ainda podem ser vistas na imagem são a Floresta Nacional do Jacundá e, do outro lado do Rio Madeira, a Estação Ecológica de Cuniã e o Parque Nacional Mapinguari. Não coincidentemente, na Flona do Jacundá, a única atividade comercial permitida é o manejo florestal sustentável. A preservação desses blocos demonstra que o manejo protege a floresta ao garantir vigilância e conferir valor econômico à árvore em pé, impedindo o avanço do desmatamento.
Texto Facebook: Florestal Brasil
