Brasil colhe mais, mas produz sob maior risco climático

Publicado em: 12/05/2026 16:27
Cenário de instabilidade hídrica pressiona produtividade e muda estratégia do produtor em regiões-chave.

A safra brasileira de grãos 2025/26 caminha para um novo recorde, com produção estimada em 356,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% em relação ao ciclo anterior, segundo o 7º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço, no entanto, não ocorre de forma homogênea. Oscilações climáticas e desafios regionais têm impactado o desempenho das lavouras, especialmente em áreas onde a regularidade das chuvas e o manejo do solo se tornaram fatores decisivos.

Em Minas Gerais, por exemplo, a produção de grãos deve crescer cerca de 3%, com aumento de área plantada e leve ganho de produtividade. No Alto Paranaíba, uma das regiões mais relevantes do estado, o cenário tem sido de boas condições hídricas ao longo do ciclo, mas com atenção crescente à eficiência no uso da água e à manutenção da umidade do solo, fatores que influenciam diretamente o potencial produtivo, sobretudo nas fases mais sensíveis das culturas.

Esse contexto tem ampliado a demanda por soluções voltadas à gestão hídrica e à eficiência operacional no campo. Tecnologias como géis superabsorventes aplicados à irrigação, a exemplo das linhas HB 10 PLUS e HB 10 DRIP, têm sido utilizadas para aumentar a retenção de água no solo e reduzir perdas por percolação, contribuindo para maior estabilidade produtiva mesmo em cenários de irregularidade climática.

“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir com mais previsibilidade. Em regiões como o Alto Paranaíba, onde o nível tecnológico é alto, o produtor busca reduzir variáveis que possam comprometer o resultado final”, afirma Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB.

No Sudeste, o boletim da Conab aponta que os volumes de chuva ficaram acima de 120 mm em grande parte da região, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Ainda assim, a tendência de redução das precipitações com a aproximação do inverno acende um alerta para a necessidade de estratégias que mantenham a umidade do solo ao longo do ciclo.

Já no Norte Fluminense, no Rio de Janeiro, o cenário é distinto. Embora o estado represente uma parcela menor na produção nacional, os dados indicam leve ganho de produtividade, mesmo com redução de área plantada. A região, no entanto, enfrenta maior variabilidade hídrica, com períodos de menor regularidade de chuvas, o que exige ajustes no manejo e maior atenção ao desenvolvimento fisiológico das plantas.

Nesse contexto, soluções voltadas ao equilíbrio fisiológico e à eficiência produtiva têm ganhado espaço. Produtos como Liin e Narã, indicados para o manejo de psilídeos, e tecnologias de retenção hídrica como o HYB10 DRIP, voltado à absorção e liberação gradual de água no solo, são exemplos de ferramentas utilizadas para reduzir o impacto de estresses ambientais e melhorar a resposta das culturas.

“Em regiões com maior instabilidade climática, o produtor precisa de ferramentas que ajudem a planta a atravessar períodos críticos sem perda significativa de desempenho. O foco está em eficiência, não apenas em volume”, destaca Carvalho.

O próprio boletim da Conab reforça que, apesar de volumes elevados de chuva em parte do país, há áreas com distribuição irregular e tendência de redução da umidade do solo nos próximos meses, especialmente com a transição para o inverno. Esse cenário exige maior precisão no manejo e uso de tecnologias capazes de compensar essas oscilações.

Com uma área plantada estimada em 83,3 milhões de hectares, crescimento de 2% sobre a safra anterior, o Brasil segue ampliando sua produção agrícola. Mas o avanço quantitativo vem acompanhado de uma mudança qualitativa: a necessidade de maior eficiência no uso de recursos e de estratégias que reduzam riscos em um ambiente cada vez mais condicionado pelo clima.


Sobre a Hydroplan-EB:

Com 26 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.

Via Kaísa Romagnoli

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