ESCÂNDALO NO HEURO: Diretor escondeu enfermarias com tapume enquanto pacientes agonizavam em corredores como “depósitos de gente”
“Eles transformaram o corredor num depósito de doentes”, disparou a parlamentar, visivelmente indignada.
A CRUELDADE QUE TEM NOME: “BLOQUEADO”
Segundo a investigação da vereadora, a ala com enfermarias prontas para uso foi isolada por um tapume com a inscrição “BLOQUEADO”. A justificativa dada pelo próprio Gabriel Antunes à Amália Milani é de um cinismo estarrecedor: “para que outros 34 municípios não ficassem mandando pacientes para atendimento no HEURO”.
O diretor ainda teria dito, sem qualquer vergonha, que “se os corredores do hospital estivessem vazios, descobririam que o HEURO tem vagas e não iriam parar de mandar pacientes pra cá”.
Ou seja: enquanto mães, idosos e pacientes recém-operados definhavam em leitos improvisados, sem o mínimo de dignidade, a direção do hospital escondia leitos vazios atrás de uma parede de madeira para maquiar a real capacidade da unidade e evitar sobrecarga de trabalho.
“FIQUEI EM ESTADO DE CHOQUE”
A denúncia veio à público no dia 24 de maio, após a vereadora visitar um amigo internado há dias sem diagnóstico. O que ela encontrou foi um cenário de abandono medieval:
56 pacientes em estado grave amontoados em macas nos corredores.
Pessoas que acabaram de sair de cirurgias delicadas — como retirada de apêndice e troca de prótese de quadril por infecção — expostas a fatores infectantes.
Idosos com mais de 80 anos em situação degradante.
Sem lençóis, sem banheiros próximos, sem água.
Em um dos momentos mais dolorosos relatados por Amália, ela precisou improvisar um lençol segurando com as próprias mãos para cobrir um paciente que tinha suas fezes limpas pelo filho. “Pedir perdão pelo descaso foi tudo o que pude fazer”, desabafou.
INDICAÇÃO POLÍTICA E APATIA CRIMINOSA
Gabriel Antunes foi indicado ao governador Coronel Marcos Rocha pelo ex-prefeito Adailton Fúria, que deixou o cargo para se lançar pré-candidato ao governo. Antunes já havia ocupado cargos de confiança na gestão de Fúria, incluindo o de secretário-adjunto da Educação — sem qualquer experiência notória em gestão hospitalar.
Ao lado dele, o novo secretário estadual de Saúde, neurologista Edilton Oliveira dos Santos, também indicado por Fúria, foi alertado pela própria vereadora logo no início de março, por meio de um ofício detalhando o “estado caótico” do HEURO. Três meses depois: nada foi feito.
“Depositei confiança num renomado médico de Cacoal. Mas percebi que o quadro não só não melhorou — ficou estarrecedor”, acusou Amália.
MINISTERIO PUBLICO AGE, MAS A VERGONHA JÁ ESTÁ ESCRITA
Após a vereadora protocolar denúncia no Ministério Público de Cacoal, representantes da instituição estiveram no hospital, acompanhados do secretário-adjunto da Saúde. Gabriel Antunes assinou um termo comprometendo-se a remover todos os pacientes dos corredores até 7 de junho — ou seja, quase um mês depois da denúncia vir a público.
Enquanto isso, os vídeos gravados pela vereadora seguem circulando nas redes sociais, expondo a vergonha nacional que se tornou o HEURO. Nas imagens, é possível ver dezenas de pessoas em macas enfileiradas, soro pendurado em ganchos improvisados, familiares desesperados e nenhum profissional da direção à vista.
URGENTE: IMPEACHMENT E INVESTIGAÇÃO JÁ
A população de Cacoal e dos outros 34 municípios que dependem do HEURO como único hospital de urgência e emergência do interior do estado não pode esperar. O que Gabriel Antunes e Edilton Oliveira fizeram — ou deixaram de fazer — beira o crime contra a humanidade.
Esconder vagas enquanto doentes agonizam não é incompetência. É maldade calculada. É crueldade burocrática. E precisa ser punida com todo o rigor.
Portal 364 segue vigilante. E vai cobrar, todos os dias, até que cada paciente saia do corredor e entre num leito digno — daqueles que sempre existiram, mas foram covardemente escondidos atrás de um tapume.
Com informações da assessoria da vereadora Amália Milani e documentos obtidos com exclusividade
Veja Video: https://www.portal364.com/2026/05/escandalo-no-heuro-diretor-escondeu.html

