Massud suspende contrato de mediação tecnológica na Seduc; Confúcio enigmático; e Rogério quer vencer no 1º turno
O eleitor brasileiro normaliza a corrupção com a polarização ideológica
CARO LEITOR, a normalização da corrupção é alimentada pela polarização ideológica, que transforma a disputa política em uma batalha entre “o bem e o mal”, e não em um debate de projetos e propostas. Nesse cenário, surge a chamada indignação seletiva, sustentada por narrativas que relativizam erros para impedir a vitória do adversário. Muitos eleitores acabam apoiando candidatos de seu campo ideológico, mesmo diante de denúncias ou escândalos de corrupção, por considerarem a alternativa oposta um “mal maior” (candidato do polo oposto). Esse comportamento, associado ao voto de rejeição e à lógica do “mal menor”, faz com que a política se aproxime de uma “torcida organizada”. O líder político deixa de ser visto apenas como gestor público e passa a representar identidades, valores e estilos de vida, tornando qualquer crítica a ele uma afronta pessoal aos seus apoiadores.
Relativização
A relativização do “nós contra eles” por conta da polarização ideológica minimiza o envolvimento de políticos em processos e escândalos de corrupção por considerar um “mal necessário” mediante argumento de que “o outro lado faz pior”.
Alimenta
A sucessão de escândalos de corrupção alimenta o cansaço e a descrença da população, fortalecendo o cinismo político. A ideia de que “todos são iguais” enfraquece a cobrança por ética e leva muitos eleitores a votar apenas por alinhamento ideológico, deixando a conduta dos candidatos em segundo plano.
Algoritmos
As redes sociais e seus algoritmos reforçam bolhas ideológicas, onde denúncias contra aliados são rapidamente desacreditadas como “fake news”, enquanto acusações contra adversários são amplificadas. O resultado é uma percepção seletiva da corrupção, que enfraquece o senso crítico e distorce o debate público.
Alinhamento
O PL realiza hoje, em Porto Velho, uma reunião de alinhamento estratégico entre os pré-candidatos majoritários Marcos Rogério, Fernando Máximo e Bruno Bolsonaro Scheid e os postulantes à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. O objetivo é unificar o discurso, fortalecer a mobilização da base e construir uma estratégia capaz de levar o partido à vitória já no primeiro turno.
Saúde
A deputada federal e pré-candidata ao Senado Silvia Cristina (PP) tem se destacado como uma das principais vozes na defesa da saúde pública em Rondônia. Sua atuação na luta contra o câncer resultou em importantes investimentos para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da doença, beneficiando milhares de famílias no estado.
Ampliando
Reconhecida pela atuação em defesa da vida, a deputada federal e pré-candidata ao Senado Silvia Cristina (PP) transformou sua luta contra o câncer em resultados concretos. Seu trabalho foi decisivo para a implantação do Hospital de Amor em Ji-Paraná e para a expansão da instituição em Vilhena, ampliando o acesso ao tratamento oncológico em Rondônia.
Brasa
A pré-candidatura de Pedro Abib ao governo pelo MDB funciona como uma tentativa de arejar um partido marcado pelo cheiro de mofo. Seu nome surge como a aposta para renovar a imagem da legenda e reacender o protagonismo político do MDB em Rondônia, como uma brasa capaz de fazê-lo ressurgir das próprias cinzas.
Respaldo
Em vídeo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que a pré-candidatura de Pedro Abib pelo MDB ao Governo de Rondônia conta com total respaldo da Executiva Nacional, destacando a iniciativa como parte do esforço para resgatar o protagonismo histórico do partido no estado.
Previsão
Durante o lançamento da pré-candidatura de Pedro Abib, o senador Confúcio Moura projetou que o MDB elegerá três deputados federais em 2026. A meta, porém, parece mais um exercício de otimismo do que uma previsão baseada na realidade, já que o partido ainda não dispõe de uma nominata competitiva capaz de sustentar esse desempenho nas urnas.
Especulação
Cá comigo, o senador Confúcio Moura (MDB) continua sendo um dos personagens mais enigmáticos da política rondoniense. Nos bastidores, cresce a especulação: estaria ele disposto a abrir mão da disputa pela reeleição ao Senado, passando o bastão para o ex-senador Amir Lando (MDB), para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados?
Poder
Se essa for a estratégia, uma votação expressiva de Confúcio Moura (MDB) para a Câmara dos Deputados poderia não apenas garantir sua continuidade no jogo do poder, mas também impulsionar um ou dois nomes do MDB à bancada federal. Em política, às vezes o movimento mais ousado não é avançar, mas mudar de posição no tabuleiro.
Curioso
Em colunas passadas, escrevi que o maior patrimônio dos partidos são as vagas na Câmara Federal. Se o senador Confúcio Moura (MDB) trocar a disputa pela reeleição ao Senado por uma candidatura a deputado federal, fechará um curioso ciclo político: terminará a carreira onde começou e, de quebra, entregará ao MDB aquilo que os partidos mais valorizam: uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Atenção
Para quem fala em união e convergência, chamou atenção a ausência do nome do senador Confúcio Moura (MDB) na mensagem por vídeo do ex-senador Tomaz Correia (MDB) declarando apoio à pré-candidatura ao governo de Pedro Abib pelo MDB.
Cicatrizes
A ausência do nome de Confúcio Moura (MDB) na mensagem de Tomaz Correia (MDB) sugere que as cicatrizes do racha interno do MDB, expostas no episódio envolvendo Emerson Castro em 2018, continuam mais vivas do que o discurso de renovação partidária faz parecer.
Prática
Antes de embarcar para uma agenda na Costa Rica e no Peru, o secretário de Educação, Massud Badra, suspendeu o contrato da Seduc com a empresa responsável pela mediação tecnológica. A medida segue uma prática já recorrente no governo de Coronel Marcos Rocha (PSD): novos secretários assumem os cargos e, como primeiro ato, suspendem contratos para reavaliação.
Facilidade
A suspensão do contrato da empresa responsável pela execução do Programa de Mediação Tecnológica da SEDUC pode prejudicar sete mil alunos e expõe falhas da Diretoria de Educação da SEDUC. O episódio levanta uma dúvida incômoda: querem criar dificuldade para vender facilidade ou sabotar a gestão do secretário Massud Badra frente à SEDUC?
Posse I
A cerimônia de posse da nova Diretoria Executiva da Associação Rondoniense de Municípios (AROM) será realizada nesta terça-feira (3), às 18h30, no auditório da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), reunindo lideranças políticas e municipais de todo o estado.
Posse II
O prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Brasileiro (PL), toma posse como presidente da Associação Rondoniense de Municípios (AROM), tendo como vice-presidente o prefeito de Corumbiara, Leandro Vieira (União). À frente da entidade, Marcélio defende uma AROM como canal permanente de diálogo entre os municípios e as instituições responsáveis pelas decisões que impactam o desenvolvimento de Rondônia.
Diretoria
A nova diretoria da AROM também é composta pelo prefeito de Colorado do Oeste, Edinho da Rádio (PL), na tesouraria; pelo prefeito de Vale do Anari, Cleone Lima Ribeiro (MDB), como 1º tesoureiro; pelo prefeito de São Francisco do Guaporé, Zé Welington (PL), na secretaria geral; e pelo prefeito de Guajará-Mirim, Fábio Netinho (PP), como 1º secretário.
Confusão
A recente confusão envolvendo o vereador Dr. Breno Mendes (Avante) e o ativista Alex Morong reacendeu o debate sobre os limites entre fiscalização cidadã, crítica política e comportamento público. Conhecido pelo tom provocativo de suas manifestações, Alex Morong frequentemente protagoniza embates com agentes públicos, o que acaba gerando controvérsias e reações acaloradas.
Confronto
Independentemente de quem tenha razão no episódio entre o vereador Dr. Breno Mendes (Avante) e o ativista Alex Morong, o caso evidencia como o ambiente político tem sido marcado mais pelo confronto pessoal do que pela discussão de ideias e soluções para os problemas da população.
Oportunidade
Quando o debate descamba para ataques, provocações e acusações generalizadas, perde-se a oportunidade de fortalecer a transparência, a fiscalização e o respeito institucional, pilares essenciais da democracia.
Sério
Falando sério, esse cenário de normalização da corrupção cria um ambiente no qual a honestidade perde peso eleitoral, enquanto a lealdade ao grupo passa a orientar a escolha do eleitor. Nesse contexto, a polarização favorece a relativização da corrupção e contribui para a normalização moral de práticas que, em outras circunstâncias, seriam amplamente condenadas.
