Freiras no Paraná vivem em clausura e se revezam para rezar por 24 horas

Publicado em: 16/06/2026 16:42
Freiras em área separada por grades dentro de capela
Freiras em área separada por grades dentro de capela. Foto: Reprodução.

As Irmãs Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua mantêm uma rotina de oração contínua em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A congregação tem cerca de 20 conventos pelo mundo e apenas um no Brasil, onde vivem 18 freiras, com idades que vão de menos de 30 a mais de 90 anos.

As religiosas se revezam 24 horas por dia diante do Santíssimo Sacramento, representação da presença de Jesus Cristo na forma de um objeto considerado sagrado. Diferentemente de congregações dedicadas a missões externas, hospitais ou escolas, elas seguem uma vida predominantemente contemplativa e vivem em clausura, atrás de grades que limitam o contato físico com pessoas de fora do convento.

A capela do convento recebe missas abertas ao público todos os dias. Ainda assim, grades separam as freiras dos fiéis durante as celebrações e também nos atendimentos individuais. A madre Maria Elisabeth afirma que muitos visitantes procuram o local para pedir orações ou desabafar: “Muitas pessoas vêm aqui para conversar, para pedir oração, às vezes para desabafar e elas saem aliviadas, principalmente quando passam na capela”.

A rotina começa às 4h45, e o primeiro louvor ocorre às 5h15. Ao longo do dia, as freiras alternam momentos de oração, missa, meditação, leitura espiritual, afazeres domésticos, costura, jardinagem, trabalhos manuais e atendimento aos fiéis. De segunda a sexta-feira, elas produzem hóstias para seis paróquias da Diocese: cerca de 70 pacotes de 200 gramas por mês para os fiéis, o equivalente a aproximadamente 49 mil hóstias, além de cerca de 20 pacotes para sacerdotes, com cerca de 600 hóstias de tamanhos diferentes.

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