Irmãos Carvalhos são cobrados por alunos pela falta de segurança na FIMCA Porto Velho

Meses após a morte da professora Juliana Santiago, assassinada a facadas por um aluno dentro de uma faculdade em Porto Velho, estudantes ainda cobram medidas concretas de segurança por parte da instituição.
O crime aconteceu no início deste ano, em fevereiro, após o encerramento das aulas, e desde então, segundo relatos de alunos, a comunidade acadêmica esperava ações imediatas para evitar que uma tragédia como essa pudesse se repetir.
Porém, até hoje, estudantes afirmam que não viram soluções efetivas. Entre as cobranças estão a instalação de detector de metais, reforço na segurança, controle mais rígido de acesso e medidas preventivas para proteger alunos, professores e funcionários que frequentam diariamente a instituição.
A cobrança também recai sobre os reitores Maurício Carvalho e Mariana Carvalho, que, segundo os alunos, deveriam apresentar respostas claras e providências práticas após um caso tão grave ocorrido dentro do ambiente acadêmico. Além da preocupação com a segurança, surgem também relatos envolvendo o ambiente interno da faculdade.
Segundo informações repassadas por professores, um dos setores da instituição, o Núcleo de Apoio Pedagógico, estaria sendo alvo de reclamações por supostas práticas de assédio moral contra docentes da universidade. Professores relatam pressão, constrangimentos e situações que, segundo eles, têm afetado o ambiente de trabalho dentro da instituição.
O caso aumenta ainda mais a insatisfação de parte da comunidade acadêmica, que cobra não apenas segurança física, mas também respeito e condições dignas para os profissionais da educação. Para os estudantes, não basta apenas lamentar a morte da professora Juliana Santiago.
É preciso atitude, planejamento e ações reais. Meses depois da tragédia, a pergunta continua sendo feita dentro e fora da faculdade: quais medidas foram tomadas para garantir que alunos, professores e trabalhadores estejam realmente seguros? O caso segue gerando revolta em Porto Velho e reacende uma discussão urgente sobre segurança, responsabilidade e respeito dentro das instituições de ensino superior.
