Gaeco investiga advogados e policial por esquema de agiotagem e extorsão contra servidores públicos em Manaus

Publicado em: 27/07/2026 23:42
Operação Usura apura empréstimos de até R$ 200 mil com juros de 30% a 70% ao mês; vítimas eram ameaçadas; um advogado foi preso e outro suspeito está foragido

Três advogados e um policial militar são investigados por comandar um esquema de agiotagem e extorsão de servidores públicos em Manaus. Um advogado foi preso na manhã desta segunda-feira (27) na Operação Usura, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Outro suspeito foi detido por desacato. O esquema envolvia empréstimos de até R$ 200 mil com cobrança de juros entre 30% e 70% ao mês. As vítimas eram ameaçadas.

O esquema envolvia empréstimo de até R$ 200 mil com cobrança de juros entre 30% e 70% ao mês. As vítimas eram ameaçadas. Foto: captada 

A investigação começou há quatro meses, quando uma servidora do Poder Judiciário denunciou o caso. Na última quarta-feira (22), um policial militar foi preso por suspeita de integrar a organização criminosa.

O Gaeco investiga 24 pessoas físicas e jurídicas. Nesta fase da operação, foram expedidos dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um outro suspeito está foragido. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores.

A maioria das vítimas é de servidores do Poder Judiciário. Segundo o Gaeco, ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema nem delimitar o período exato de atuação da organização criminosa.

Foram apreendidos dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias dos investigados. Preliminarmente, cerca de R$ 160 mil em espécie foram localizados durante a operação, valor que ainda será submetido à conferência oficial.

A investigação é coordenada pelo promotor de Justiça André Epifânio.

A maioria das vítimas é de servidores do Poder Judiciário. Segundo o Gaeco, ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema nem delimitar o período exato de atuação da organização criminosa. Foto: captada 

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