Pecuarista de Rondônia é um dos 5 fazendeiros mais ricos do Brasil
Eu Ideal

Foto: Divulgação
EUIDEAL – Levantamento que circula nas redes sociais e reúne o perfil de grandes produtores rurais do país reacende a discussão sobre a concentração de riqueza no campo brasileiro. Entre confinamentos gigantescos, plantações de soja que somam centenas de milhares de hectares e fortunas que passam da casa do bilhão, o ranking traz nomes que raramente aparecem fora do universo do agronegócio — mas que movimentam bilhões de reais por ano e empregam milhares de pessoas em diferentes regiões do país.
5º LUGAR
Nadir Razini — o gigante da pecuária em Rondônia: R$ 1,5 bilhão

Nadir Razini comanda a Fazenda Juliana, em Chupinguaia (RO)
Com patrimônio estimado em R$ 1,5 bilhão, Nadir Razini é o único representante de Rondônia entre os cinco nomes do levantamento. Ele construiu, ao longo de mais de 27 anos, o que hoje é apontado como o maior confinamento de gado do estado: a Fazenda Juliana, em Chupinguaia. O empreendimento começou numa região isolada e hoje movimenta cerca de 75 mil cabeças de gado por ano, com faturamento que ultrapassa R$ 300 milhões anuais. Segundo o levantamento, a operação combina escala industrial com práticas de preservação ambiental, em uma das regiões mais sensíveis da Amazônia — um equilíbrio que, segundo especialistas do setor, tem se tornado cada vez mais exigido de grandes produtores rurais que atuam na fronteira agrícola amazônica.
4º LUGAR
Zezão — o gaúcho que apostou no Matopiba: R$ 2 bilhões

José Antônio Gorgen, o Zezão, à frente do Grupo Riza
José Antônio Gorgen, conhecido como Zezão, soma um patrimônio estimado em R$ 2 bilhões à frente do Grupo Riza, que opera entre o Piauí e o Maranhão. Natural do Rio Grande do Sul, ele migrou para o Nordeste numa época em que a região do Matopiba — hoje uma das principais fronteiras agrícolas do país — ainda era vista com desconfiança pelo mercado. Comprou sua primeira fazenda em 1991, com 20 mil hectares, ao lado da esposa Salete. Mais de três décadas depois, o grupo reúne mais de 45 mil hectares de plantio e atua em frentes que vão da agricultura a fertilizantes, máquinas, defensivos, logística e trading. Zezão também é apontado como o primeiro produtor da região a embarcar soja diretamente para a China, um marco que teria ajudado a abrir caminho para outros produtores locais.
3º LUGAR
Igor Nogueira — do laboratório farmacêutico ao Nelore: R$ 3 bilhões

Igor Nogueira comanda a Fazenda Nova Piratininga, em São Miguel do Araguaia (GO)
Com R$ 3 bilhões estimados de patrimônio, Igor Nogueira administra a Fazenda Nova Piratininga, em São Miguel do Araguaia (GO). São 135 mil hectares registrados em uma única matrícula de cartório — extensão comparável à área do Rio de Janeiro ou de Nova York, e considerada uma raridade no país. Nogueira assumiu a gestão da propriedade quando ela ainda enfrentava dificuldades financeiras e afirma ter recuperado a produtividade de praticamente toda a área. Hoje a fazenda abriga 120 mil cabeças de gado Nelore puro e cruzado com Angus, além de laboratório próprio de inseminação, fábrica de ração e cerca de 970 km de estradas internas. A propriedade é avaliada em R$ 20 bilhões. Filho do fundador do Laboratório Teuto — posteriormente vendido à farmacêutica Pfizer —, Igor deixou o setor farmacêutico para se dedicar integralmente ao agronegócio.
“Peguei uma fazenda que não era produtiva e hoje não sobra área ociosa” — é como Igor Nogueira resume a transformação da Fazenda Nova Piratininga
2º LUGAR
Roque Quagliato — do Rio Araguaia ao maior rebanho do sul do Pará: R$ 5 bilhões

Roque Quagliato, fundador do Grupo Rio Vermelho, em Sapucaia (PA)
Roque Quagliato ocupa a segunda posição do levantamento, com patrimônio estimado em R$ 5 bilhões à frente do Grupo Rio Vermelho, em Sapucaia, no Pará. A trajetória começou em 1973, quando ele ainda vivia como usineiro em Ourinhos, interior de São Paulo. Aos 33 anos, decidiu deixar tudo para trás e subiu de barco pelo Rio Araguaia rumo ao sul do Pará, região que na época era praticamente desprezada pelo mercado de terras. Hoje o grupo reúne mais de 100 mil hectares e um rebanho de mais de 240 mil cabeças de gado Nelore — um plantel maior, segundo o levantamento, do que o total de bovinos somados de países como Islândia, Chipre e Jamaica. A operação fatura R$ 120 milhões por ano apenas com a pecuária. Aos 86 anos, Quagliato ainda acompanha de perto a gestão do negócio.
1º LUGAR
Eraí Maggi Scheffer — o maior produtor individual de soja do mundo: R$ 15 bilhões

Eraí Maggi Scheffer, à frente do Grupo Bom Futuro, em Rondonópolis (MT)
No topo do ranking está Eraí Maggi Scheffer, com patrimônio estimado em R$ 15 bilhões. Ele comanda o Grupo Bom Futuro, com sede em Rondonópolis, no Mato Grosso. A história começou de forma modesta, num sítio de 65 hectares no Paraná, onde cresceu antes de assumir as responsabilidades da família ainda jovem, após perder o pai aos 18 anos. Em 1982, migrou para o Mato Grosso ao lado do tio, André Maggi, e arrendou uma fazenda que pertencia a três médicos paulistas — ponto de partida de uma expansão que não parou mais. Hoje o grupo cultiva mais de 700 mil hectares, produz quase 2 milhões de toneladas de grãos por ano e fatura R$ 6 bilhões, o que o coloca como o maior produtor individual de soja do mundo. Em 2020, Scheffer reconheceu a paternidade de um filho tido com uma funcionária da fazenda em 1990, confirmada por teste de DNA três décadas depois — um episódio pessoal que ganhou repercussão à parte da trajetória empresarial.
O levantamento reforça um retrato pouco explorado fora do meio rural: enquanto grandes fortunas urbanas dominam listas tradicionais, uma parcela relevante da riqueza concentrada no país está no campo, muitas vezes em nomes pouco conhecidos do público geral. Para Rondônia, a presença de Nadir Razini na lista chama atenção por colocar o estado no radar de um debate nacional sobre os grandes impérios do agronegócio brasileiro.
Eu Ideal
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EUIDEAL – Levantamento que circula nas redes sociais e reúne o perfil de grandes produtores rurais do país reacende a discussão sobre a concentração de riqueza no campo brasileiro. Entre confinamentos gigantescos, plantações de soja que somam centenas de milhares de hectares e fortunas que passam da casa do bilhão, o ranking traz nomes que raramente aparecem fora do universo do agronegócio — mas que movimentam bilhões de reais por ano e empregam milhares de pessoas em diferentes regiões do país.
5º LUGAR
Nadir Razini — o gigante da pecuária em Rondônia: R$ 1,5 bilhão

Nadir Razini comanda a Fazenda Juliana, em Chupinguaia (RO)
Com patrimônio estimado em R$ 1,5 bilhão, Nadir Razini é o único representante de Rondônia entre os cinco nomes do levantamento. Ele construiu, ao longo de mais de 27 anos, o que hoje é apontado como o maior confinamento de gado do estado: a Fazenda Juliana, em Chupinguaia. O empreendimento começou numa região isolada e hoje movimenta cerca de 75 mil cabeças de gado por ano, com faturamento que ultrapassa R$ 300 milhões anuais. Segundo o levantamento, a operação combina escala industrial com práticas de preservação ambiental, em uma das regiões mais sensíveis da Amazônia — um equilíbrio que, segundo especialistas do setor, tem se tornado cada vez mais exigido de grandes produtores rurais que atuam na fronteira agrícola amazônica.
4º LUGAR
Zezão — o gaúcho que apostou no Matopiba: R$ 2 bilhões

José Antônio Gorgen, o Zezão, à frente do Grupo Riza
José Antônio Gorgen, conhecido como Zezão, soma um patrimônio estimado em R$ 2 bilhões à frente do Grupo Riza, que opera entre o Piauí e o Maranhão. Natural do Rio Grande do Sul, ele migrou para o Nordeste numa época em que a região do Matopiba — hoje uma das principais fronteiras agrícolas do país — ainda era vista com desconfiança pelo mercado. Comprou sua primeira fazenda em 1991, com 20 mil hectares, ao lado da esposa Salete. Mais de três décadas depois, o grupo reúne mais de 45 mil hectares de plantio e atua em frentes que vão da agricultura a fertilizantes, máquinas, defensivos, logística e trading. Zezão também é apontado como o primeiro produtor da região a embarcar soja diretamente para a China, um marco que teria ajudado a abrir caminho para outros produtores locais.
3º LUGAR
Igor Nogueira — do laboratório farmacêutico ao Nelore: R$ 3 bilhões

Igor Nogueira comanda a Fazenda Nova Piratininga, em São Miguel do Araguaia (GO)
Com R$ 3 bilhões estimados de patrimônio, Igor Nogueira administra a Fazenda Nova Piratininga, em São Miguel do Araguaia (GO). São 135 mil hectares registrados em uma única matrícula de cartório — extensão comparável à área do Rio de Janeiro ou de Nova York, e considerada uma raridade no país. Nogueira assumiu a gestão da propriedade quando ela ainda enfrentava dificuldades financeiras e afirma ter recuperado a produtividade de praticamente toda a área. Hoje a fazenda abriga 120 mil cabeças de gado Nelore puro e cruzado com Angus, além de laboratório próprio de inseminação, fábrica de ração e cerca de 970 km de estradas internas. A propriedade é avaliada em R$ 20 bilhões. Filho do fundador do Laboratório Teuto — posteriormente vendido à farmacêutica Pfizer —, Igor deixou o setor farmacêutico para se dedicar integralmente ao agronegócio.
“Peguei uma fazenda que não era produtiva e hoje não sobra área ociosa” — é como Igor Nogueira resume a transformação da Fazenda Nova Piratininga
2º LUGAR
Roque Quagliato — do Rio Araguaia ao maior rebanho do sul do Pará: R$ 5 bilhões

Roque Quagliato, fundador do Grupo Rio Vermelho, em Sapucaia (PA)
Roque Quagliato ocupa a segunda posição do levantamento, com patrimônio estimado em R$ 5 bilhões à frente do Grupo Rio Vermelho, em Sapucaia, no Pará. A trajetória começou em 1973, quando ele ainda vivia como usineiro em Ourinhos, interior de São Paulo. Aos 33 anos, decidiu deixar tudo para trás e subiu de barco pelo Rio Araguaia rumo ao sul do Pará, região que na época era praticamente desprezada pelo mercado de terras. Hoje o grupo reúne mais de 100 mil hectares e um rebanho de mais de 240 mil cabeças de gado Nelore — um plantel maior, segundo o levantamento, do que o total de bovinos somados de países como Islândia, Chipre e Jamaica. A operação fatura R$ 120 milhões por ano apenas com a pecuária. Aos 86 anos, Quagliato ainda acompanha de perto a gestão do negócio.
1º LUGAR
Eraí Maggi Scheffer — o maior produtor individual de soja do mundo: R$ 15 bilhões

Eraí Maggi Scheffer, à frente do Grupo Bom Futuro, em Rondonópolis (MT)
No topo do ranking está Eraí Maggi Scheffer, com patrimônio estimado em R$ 15 bilhões. Ele comanda o Grupo Bom Futuro, com sede em Rondonópolis, no Mato Grosso. A história começou de forma modesta, num sítio de 65 hectares no Paraná, onde cresceu antes de assumir as responsabilidades da família ainda jovem, após perder o pai aos 18 anos. Em 1982, migrou para o Mato Grosso ao lado do tio, André Maggi, e arrendou uma fazenda que pertencia a três médicos paulistas — ponto de partida de uma expansão que não parou mais. Hoje o grupo cultiva mais de 700 mil hectares, produz quase 2 milhões de toneladas de grãos por ano e fatura R$ 6 bilhões, o que o coloca como o maior produtor individual de soja do mundo. Em 2020, Scheffer reconheceu a paternidade de um filho tido com uma funcionária da fazenda em 1990, confirmada por teste de DNA três décadas depois — um episódio pessoal que ganhou repercussão à parte da trajetória empresarial.
O levantamento reforça um retrato pouco explorado fora do meio rural: enquanto grandes fortunas urbanas dominam listas tradicionais, uma parcela relevante da riqueza concentrada no país está no campo, muitas vezes em nomes pouco conhecidos do público geral. Para Rondônia, a presença de Nadir Razini na lista chama atenção por colocar o estado no radar de um debate nacional sobre os grandes impérios do agronegócio brasileiro.
