‘FALSO AMIGO’: MARCOS ROGÉRIO SALVA MOSQUINI E LUIZ DO HOSPITAL, MAS É APUNHALADO, E FÚRIA SE DÁ BEM
Eu Ideal

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Juan Pantoja/Eu Ideal – Existe uma imagem antiga que circula nas redes sociais e representa perfeitamente algumas relações políticas: um homem abraça o amigo enquanto, escondida nas costas, segura uma faca. Na frente, acolhimento. Por trás, outra intenção.

Guardadas as proporções, é difícil não lembrar dessa imagem olhando para o que está acontecendo na política de Rondônia.
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Marcos Rogério trabalhou para ajudar dois deputados ligados ao grupo político de Jaru que precisavam encontrar boas condições partidárias para disputar a reeleição. Lúcio Mosquini encontrou espaço no PL, partido de Marcos Rogério. Já Luís do Hospital foi para o Novo, entrando em uma nominata considerada bastante competitiva para quem já possui mandato.
Politicamente, os dois saíram fortalecidos.
E qual era a expectativa nos bastidores? Que o grupo político de Jaru, especialmente o núcleo ligado à família Gonçalves, estivesse com Marcos Rogério em sua candidatura ao Governo de Rondônia.
Só que aconteceu justamente o contrário.

A família Gonçalves demonstrou apoio a Adailton Fúria, adversário de Marcos Rogério e nome apoiado pelo governador Marcos Rocha. Imagens de veículos adesivados e manifestações públicas deixaram claro para que lado o grupo decidiu caminhar.
É aí que entra a palavra que ninguém gosta de ouvir na política: traição.
Se realmente existiu o compromisso político relatado nos bastidores, Marcos Rogério tem motivos de sobra para estar irritado. Ele estendeu a mão quando dois integrantes desse grupo precisavam de condições partidárias para buscar a reeleição. Quando chegou a hora da reciprocidade, porém, o apoio tomou outro caminho.
Há quem atribua esse rompimento às feridas da eleição municipal de 2024 em Jaru, quando o PL lançou Patrick Faehlbi contra o grupo que elegeu Jeverson Lima. Pode até existir ressentimento. Política tem memória.
Mas aí surge uma pergunta inevitável: se havia uma dívida política de 2024, por que aceitar a ajuda de Marcos Rogério agora?
É muito confortável procurar alguém quando se precisa de uma nominata competitiva e, depois de resolvido o problema, escolher o adversário de quem ajudou.
Política é feita de alianças, interesses e mudanças de lado. Ninguém é obrigado a apoiar ninguém. Mas palavra dada ainda deveria valer alguma coisa.
Se houve acordo e ele foi descumprido, não há expressão mais adequada: Marcos Rogério foi traído politicamente.
Ele deu o abraço. Ajudou quando precisaram.
Depois, quando chegou a vez de receber o abraço de volta, descobriu que o apoio já estava adesivado no carro de Fúria.
E, nessa história, quem menos trabalhou para construir essa aliança foi justamente quem acabou levando o prêmio.
Assista a opinião do jornalista Juan Pantoja, que comenta sobre o caso:
