Vorcaro também afirmou que tem informações a revelar, mas que estaria encontrando resistência para ser ouvido

Publicado em: 02/09/2026 17:13
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirmou ter sofrido ameaças, maus-tratos e “tortura psicológica” durante o período em que ficou preso sob custódia da Polícia Federal. O relato foi apresentado em um depoimento sigiloso prestado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo Veja, durante a oitiva, Vorcaro também afirmou que tem informações a revelar, mas que estaria encontrando resistência para ser ouvido. “Tenho muito a relatar, mas não querem me ouvir”, disse o ex-banqueiro, em depoimento gravado em vídeo.
De acordo com o relato de Vorcaro, as supostas intimidações teriam como objetivo dificultar o avanço de uma possível colaboração premiada, que poderia envolver integrantes da Polícia Federal. Ele também citou nominalmente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a quem atribuiu responsabilidade por supostamente barrar uma eventual delação.
A defesa de Andrei Rodrigues nega as acusações e contesta a versão apresentada pelo ex-banqueiro.
A oitiva ocorreu sem a presença de agentes da Polícia Federal, após a defesa de Vorcaro pedir que ele fosse ouvido com urgência. Um representante do Ministério Público participou do procedimento.
As acusações de ameaças, maus-tratos e tortura psicológica são relatos feitos pelo próprio Vorcaro e ainda precisam ser apurados.
Fontes: Veja e Folha de S.Paulo
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a abertura de uma investigação, o afastamento cautelar e a prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorre após a divulgação de novos elementos encontrados pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Nas redes sociais, Nikolas defendeu que a prisão deveria ocorrer imediatamente e comparou a situação ao caso de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, que teve a prisão preventiva decretada durante as investigações sobre a suposta tentativa de golpe.
“De acordo com critério aplicado ao caso Filipe G. Martins, Moraes deve ser preso preventivamente ainda hoje. Não há apenas um indício claro de prevaricação, mas há risco de fuga. Inclusive, Vorcaro pede que Moraes o ajude a fugir”, afirmou o parlamentar.
O movimento ganhou força após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados à investigação do Banco Master. O material reúne mensagens encontradas no telefone de Vorcaro e referências a contatos com Moraes. Em uma das conversas analisadas, o banqueiro manifesta preocupação com sua situação e menciona autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Também está sob análise um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à família de Moraes. A Polícia Federal, entretanto, fez uma ressalva relevante: o relatório não concluiu que Alexandre de Moraes tenha cometido crime, interferido nas investigações ou atendido aos pedidos atribuídos a Vorcaro. O ministro também não foi formalmente incluído como investigado nessa etapa do caso.
Nikolas direcionou ainda um apelo público a André Mendonça. “Está em suas mãos fazer história nesse país. Vai em frente que estamos com você. Moraes tem que ser investigado e preso”, declarou.
Até o momento, o que está publicamente confirmado é o anúncio de Nikolas de que levará os pedidos de investigação, afastamento e prisão preventiva ao STF. Não há confirmação nas fontes consultadas de que essa nova representação já tenha sido formalmente protocolada na Corte.
Fontes: Congresso em Foco, Correio Braziliense, Correio da Manhã e Veja

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