Mulher é queimada viva durante cerimônia religiosa em um terreiro de candomblé
Uma cerimônia religiosa realizada em um terreiro de candomblé terminou em tragédia no Rio de Janeiro. Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos, morreu após sofrer queimaduras em aproximadamente 65% do corpo durante um ritual realizado na Casa do Ogum, em Realengo, na Zona Oeste da capital.
O caso aconteceu na noite de 13 de junho de 2026. Durante a cerimônia, Caroline estava agachada próxima a um recipiente que já continha fogo quando, segundo imagens analisadas pela investigação, Gabriel da Mota Pimentel Dalia, marido da responsável pelo terreiro, teria colocado etanol no recipiente.
Em poucos segundos, as chamas aumentaram e atingiram Caroline, provocando queimaduras gravíssimas. A investigação também passou a apurar a conduta dos responsáveis pela cerimônia e as circunstâncias do socorro prestado após o acidente.
Testemunhas relataram que Gabriel não teria ajudado Caroline imediatamente depois que ela foi atingida pelo fogo. Gravemente ferida, a mulher acabou sendo encaminhada ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz.
Caroline permaneceu internada durante cerca de 25 dias. De acordo com familiares, enquanto ainda estava no hospital, ela contou que não sabia que seria utilizado fogo daquela maneira durante a cerimônia e afirmou que precisou recorrer a um lençol para tentar apagar as próprias chamas.
Apesar dos esforços médicos e da expectativa da família por sua recuperação, Caroline não resistiu. Ela morreu na manhã de 9 de julho em consequência das graves queimaduras.
A investigação policial analisou imagens, depoimentos e as circunstâncias em que o combustível foi utilizado durante o ritual e apontou responsabilidades no episódio. O caso passou a ser tratado pelas autoridades para determinar a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos na morte da jovem.
