“Se Lula anunciar chicotada de graça, vai ter petista dizendo: ‘Nem dói mesmo’”.
Uma publicação que viralizou nas redes sociais voltou a alimentar críticas à postura de parte da militância governista diante dos problemas enfrentados pelo país. Em tom de ironia, um internauta escreveu: “Se Lula anunciar chicotada de graça, vai ter petista dizendo: ‘Nem dói mesmo’”.
A frase faz uma provocação direta aos apoiadores mais fiéis do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusados por críticos de minimizar problemas do atual governo e defender decisões do Executivo mesmo quando elas atingem negativamente a população.
Nas redes, opositores afirmam que temas como aumento de impostos, dificuldades fiscais, pressão sobre o orçamento público, preços elevados e problemas em serviços essenciais frequentemente são relativizados por militantes quando as críticas recaem sobre o governo Lula.
A crítica central é que parte do debate político teria deixado de ser pautada pela cobrança de resultados para se transformar em uma disputa de torcida. Para esses internautas, erros que seriam duramente condenados em governos adversários acabam recebendo justificativas ou sendo tratados como inevitáveis quando ocorrem durante uma administração apoiada pelo próprio grupo político.
Por outro lado, apoiadores do governo argumentam que muitos dos problemas atuais possuem causas anteriores ou estruturais e acusam adversários de exagerar dificuldades para desgastar politicamente o presidente.
Ainda assim, a publicação ganhou repercussão justamente por resumir, de maneira sarcástica, uma crítica recorrente: a dificuldade de parte da militância em reconhecer falhas do governo que apoia.
Nas redes, a frase passou a ser compartilhada como uma cobrança para que o eleitor mantenha o mesmo nível de fiscalização independentemente de quem esteja ocupando o Palácio do Planalto

O governo Lula enfrenta uma restrição bilionária nas contas públicas em 2026. Segundo levantamento da Consultoria de Orçamentos do Senado, existem R$ 330,9 bilhões em despesas não obrigatórias a serem pagas, enquanto o limite financeiro disponível atualmente é de R$ 225,4 bilhões. A diferença chega a R$ 105,5 bilhões.
O montante inclui despesas previstas no Orçamento deste ano e cerca de R$ 104 bilhões em restos a pagar, referentes a compromissos assumidos em exercícios anteriores e ainda não quitados.
Entre as áreas mais pressionadas estão justamente Saúde e Educação. Na Saúde, há aproximadamente R$ 15,1 bilhões em restos a pagar. Já a Educação enfrenta restrição de cerca de R$ 13,8 bilhões. A falta de espaço financeiro pode atingir desde procedimentos e compra de medicamentos até universidades, institutos federais e aquisição de livros didáticos.
O cenário reacende críticas à condução das contas públicas, especialmente diante do crescimento das despesas acumuladas de anos anteriores. Também há limitações envolvendo dezenas de bilhões de reais em emendas parlamentares.
Apesar do alerta, o Ministério do Planejamento afirma que a restrição não é definitiva. Segundo o governo, os limites de pagamento poderão ser revistos ao longo do ano conforme a arrecadação e as necessidades de cada pasta. O Ministério da Saúde afirma que serviços prioritários não serão prejudicados, enquanto a Educação diz que poderá negociar ampliação dos limites caso seja necessário.
Fonte: Consultoria de Orçamentos do Senado, Poder360 e Forbes Brasil.

Em publicação nas redes sociais, Roberta afirmou esperar que Karina não seja “previamente julgada, condenada ou massacrada pela opinião pública” antes da conclusão das investigações. Também declarou preocupação com possíveis ataques motivados por “misoginia e machismo”.
Roberta, entretanto, fez uma ressalva: disse que não conhece Karina pessoalmente, não domina os detalhes da investigação e não pretende afirmar que a empresária seja inocente ou culpada. “Não estou defendendo ninguém. Estou defendendo direitos e garantias”, escreveu.
Karina é proprietária da Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. A empresária está entre os alvos de investigações que apuram suspeitas relacionadas a recursos públicos, contratos e emendas parlamentares. A Polícia Federal investiga possíveis crimes de fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Karina nega irregularidades e afirma colaborar com as autoridades.
A manifestação de Roberta chamou atenção justamente pelo cenário político: enquanto ela própria aparece em investigações relacionadas a Lulinha, agora decidiu se posicionar contra o que considera julgamento antecipado de uma empresária ligada à produção de um filme sobre Bolsonaro.
Fonte: Folha de S.Paulo, CNN Brasil e publicação de Roberta Luchsinger nas redes sociais
