Um jogo bem orquestrado no tabuleiro das eleições de 2026 é montado em Rondônia por Marcos Rocha e Expedito Junior

Publicado em: 19/01/2026 11:39

A imagem simboliza um realinhamento político em Rondônia para as eleições de 2026, marcado pela aproximação de lideranças locais com o campo governista nacional, representado pelo PT. O material visual sugere a formação de uma frente ampla, reunindo nomes de diferentes trajetórias políticas sob uma mesma narrativa eleitoral.

Resumo do cenário político retratado na imagem retirada de grupos redes sociais.

O destaque central é a quebra de barreiras ideológicas, com figuras antes associadas a campos distintos passando a orbitar o mesmo projeto político. Isso reforça a leitura de que o cenário atual é menos guiado por ideologia pura e mais por estratégia, sobrevivência política e composição de forças.

E quando eu olho com mais atenção para esse tabuleiro, a sensação de que existe um jogo muito bem calculado só aumenta.

A vinda do governador Marcos Rocha para o PSD de Expedito Junior muda completamente o equilíbrio da disputa. Não é apenas uma troca de partido. É a transferência da máquina pública estadual para dentro de um projeto eleitoral muito específico: a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, ao Governo do Estado.

Nós sabemos como funciona a política no Brasil. Quem tem a máquina, tem força. Tem visibilidade, tem estrutura, tem cargos, tem orçamento, tem influência nos municípios. E agora o PSD passa a ter exatamente isso: o governo do estado a seu favor.

Ao mesmo tempo, a saída de Expedito Neto do PSD e sua filiação ao PT não enfraquece o jogo — pelo contrário, completa a engrenagem.

Expedito Neto entra na disputa pelo governo pelo PT, sabendo que a esquerda em Rondônia gira em torno de 30% do eleitorado. Isoladamente, talvez não seja suficiente para vencer. Mas no segundo turno, esse mesmo Expedito Neto pode muito bem levar todo o PT, toda a esquerda organizada e toda a militância para apoiar Adailton Fúria.

E aí eu vejo um cenário que me preocupa profundamente.

Primeiro turno:
– PSD com máquina pública e estrutura forte
– PT com candidatura própria para garantir base de esquerda

Segundo turno:
– A esquerda inteira transferindo apoio para o candidato do PSD

Resultado possível:
👉 A vitória de um projeto sustentado pela soma da máquina estadual + esquerda organizada

E assim, de forma silenciosa, estratégica e extremamente eficiente, a esquerda pode voltar a ter força real no comando de Rondônia, em um estado onde 70% do eleitorado é de direita.

Isso, para mim, é o ponto mais grave de todo esse processo.

Não estamos falando de coincidência política. Estamos falando de engenharia eleitoral.

Uma engenharia que permite que:
– A direita se divida
– A esquerda se organize
– A máquina pública entre em campo
– E o eleitor conservador fique fragmentado

Enquanto isso, dois movimentos aparentemente opostos — a ida de Marcos Rocha para o PSD e a ida de Expedito Neto para o PT — podem estar trabalhando, no fundo, para o mesmo desfecho.

E eu, como eleitor de direita, me sinto no dever de dizer:
isso não é apenas disputa política.
Isso é uma reconfiguração silenciosa de poder
.

Se esse plano se confirmar, Rondônia pode acordar em 2027 governada por um projeto que não reflete a maioria do seu eleitorado, mas sim a habilidade de alguns poucos em ocupar todos os espaços do tabuleiro.

A pergunta que eu deixo é dura, mas necessária:
👉 Estamos diante de uma eleição ou de uma armadilha eleitoral muito bem montada?

Porque quando a máquina, o centro e a esquerda caminham para o mesmo lado, quem corre o risco de perder não é um partido.
É o próprio eleitor de direita de Rondônia.

Por Redaçao – Artigo de opinião

Governador Marcos Rocha deixa o União Brasil e se filia ao PSD, partido da base de apoio a Lula

Marcos Rocha rompe com a direita e se abriga no PSD, aliado de Lula
Porto Velho RO – A política de Rondônia foi sacudida nesta semana com a confirmação de que o governador Marcos Rocha deixou o União Brasil e assumiu o controle estadual do PSD, partido que integra oficialmente a base de apoio do presidente Lula em nível nacional. A movimentação, tratada por aliados como “reorganização partidária”, foi recebida por grande parte da opinião pública e do eleitorado conservador como uma guinada ideológica disfarçada de articulação eleitoral.

Eleito com forte apoio do campo da direita e do eleitorado conservador, Marcos Rocha sempre construiu sua imagem pública associada a pautas que dialogavam com esse segmento. No entanto, a mudança de legenda escancara uma contradição que já vinha sendo apontada por críticos desde o início do mandato: a convivência pacífica — e muitas vezes estratégica — com militantes e quadros ligados à esquerda dentro do próprio governo.

Ao longo dos últimos anos, secretarias e cargos estratégicos foram ocupados por nomes alinhados a agendas progressistas, muitos deles críticos ferrenhos de lideranças da direita rondoniense, sem que houvesse qualquer reação pública do governador. Pelo contrário: esses ataques ocorreram de forma recorrente, com o silêncio e o consentimento do chefe do Executivo, alimentando a percepção de que o discurso conservador sempre foi mais retórico do que prático.

A filiação ao PSD apenas consolida esse caminho. O partido, que hoje atua como um dos principais sustentáculos políticos do governo Lula no Congresso Nacional, abriga figuras históricas da centro-esquerda e mantém alianças estratégicas com o PT em diversos estados. Em Rondônia, a sigla já articula a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, ao governo estadual, além de uma chapa proporcional robusta, revelando que a decisão de Marcos Rocha vai muito além de uma simples troca partidária: trata-se de um reposicionamento claro no tabuleiro político.

Outro ponto que chama atenção é o momento da mudança. A chamada “reviravolta” ocorre logo após a saída de Expedito Netto do PSD para o PT, reforçando a tese de que o governador busca manter influência e controle político em qualquer cenário, mesmo que isso signifique se aproximar de campos ideológicos que sempre disse combater.

Para críticos, Marcos Rocha abandona definitivamente o discurso que o elegeu e aposta em uma engenharia política pragmática, priorizando sobrevivência e poder, ainda que isso custe a confiança de uma parcela significativa do eleitorado. Nas redes sociais, a reação foi imediata: comentários críticos, acusações de traição política e revolta popular dominaram publicações sobre o tema, refletindo o sentimento de frustração de quem acreditou em um governo alinhado à direita.

A decisão levanta uma pergunta inevitável: Marcos Rocha sempre foi um governador de direita ou apenas utilizou esse discurso como trampolim eleitoral? A filiação ao PSD, partido da base de Lula, parece dar uma resposta que muitos eleitores já desconfiavam, mas agora veem confirmada.

Fonte Redação Site Eletrônico Portal364

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