Servidora afastada durante operação policial aparece nomeada na SESAU
Uma servidora pública estadual que foi afastada em 2024 durante a Operação Dionísio, do Ministério Público de Rondônia, acaba de reaparecer. Desta vez, nomeada na Secretaria de Estado da Saúde (SESAU).
O caso, que parecia encerrado após sua exoneração, volta a levantar questionamentos graves sobre transparência, investigações silenciadas e a gestão de recursos públicos em Rondônia.
O QUE A OPERAÇÃO DIONÍSIO INVESTIGAVA (E POR QUE ISSO IMPORTA AGORA)
Em 2024, a Operação Dionísio do MP-RO apurava suspeitas de irregularidades graves dentro de um órgão do governo estadual. A servidora em questão foi afastada como parte dessas investigações — não por causa de diárias, mas por possíveis condutas irregulares no exercício de suas funções.
Até aqui, nada foi esclarecido publicamente sobre o desfecho das investigações.
R$ 100 MIL EM DIÁRIAS MESMO SOB MEDIDAS JUDICIAIS
Meses depois do afastamento, um levantamento jornalístico revelou um dado ainda mais explosivo: mesmo estando sob medidas judiciais, a servidora recebeu mais de R$ 100 mil em diárias durante o ano de 2024.
Como isso foi possível? A pergunta nunca foi respondida.
O caso causou grande repercussão e ampliou o debate público sobre controle de gastos, fiscalização e responsabilização de servidores investigados.
EXONERAÇÃO EM 2024… E NOVA NOMEAÇÃO AGORA
Após a pressão gerada pelas denúncias, a servidora acabou exonerada do cargo que ocupava. Para muitos, o capítulo estava encerrado.
Mas não estava.
Agora, ela reaparece nomeada na Secretaria de Estado da Saúde, uma das pastas mais sensíveis e estratégicas do governo — responsável por bilhões em recursos e pela vida de milhões de rondonienses.
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