A CORRIDA DAS COBRAS: NO PALÁCIO DO GOVERNO (CPA).
Dizem que a cobra troca de pele para crescer. Em certos gabinetes de Rondônia, a troca é para sobreviver, e o bicho continua o mesmo por baixo.
Nos bastidores, corre a história de que um grupo de assessores especiais da gestão atual, alguns com passado de cassações e investigações, já estaria ensaiando o novo figurino para o governo de Marcos Rogério. Pele nova, sorriso novo, discurso novo. Só o contracheque ficou de fora da reforma.
A máscara da vez seria a do “sempre fui seu admirador”. Quem passou a campanha disparando veneno contra o governador eleito agora, segundo os bem informados, desliza macio pelos corredores, de voz mansa e olhar baixo. Cobra que ataca de dia e rasteja de noite sabe bem a hora de trocar de lado.
Para os críticos do governo Marcos Rocha, a atual gestão virou terrário de luxo para políticos em fase de troca de imagem, com direito a viagens que o contribuinte ainda tenta entender. Aliados rebatem e defendem as entregas. A plateia, que paga a conta do terrário, observa.
A falsidade, dizem as más línguas, é a única competência que não precisa de concurso: se aprende no cargo e se renova a cada eleição.
Faltam pouco mais de dois meses para janeiro de 2027. Para quem, segundo os corredores, nunca soube viver fora da máquina pública, é o fim do inverno e o início do desespero.
A pergunta que não quer calar: o governador eleito vai abrir o terrário para as cobras de pele nova continuarem ou vai exterminá-las de dentro do CPA?
O eleitor já aprendeu: A pele da cobra pode até mudar, instinto não.
