A PEDIDO DE MENDONÇA, PF ACELERA LISTA COM DEPUTADOS, SENADORES E MINISTROS DO STF NO CASO MASTER
Publicado em: 04/05/2026 16:35
Força-tarefa busca identificar investigados com foro privilegiado para definir competência no Supremo Tribunal Federal
A Polícia Federal instituiu uma força-tarefa interna com o objetivo de concluir uma relação detalhada de autoridades públicas que possuem foro privilegiado e que aparecem ou podem vir a ser investigadas no âmbito do inquérito conhecido como Caso Master. A medida foi tomada diretamente a pedido do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal.
De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, a lista em elaboração pela PF deve incluir nomes de deputados federais, senadores, pelo menos um governador de estado e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é permitir que o ministro Mendonça defina com precisão o rumo processual do caso, separando claramente as autoridades que devem ter suas investigações mantidas no STF daquelas que podem ser remetidas a outras instâncias.
O Caso Master investiga um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o antigo Banco Master, instituição financeira que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. No centro das apurações está o empresário Daniel Vorcaro, apontado como principal articulador de operações que incluíam emissão de títulos sem lastro, manipulação de carteiras de crédito e tentativas de venda de ativos duvidosos para instituições como o BRB (Banco de Brasília). Mensagens e contatos encontrados em aparelhos celulares apreendidos revelam articulações políticas e financeiras de grande envergadura.
A criação da força-tarefa pela Polícia Federal representa um passo importante na fase atual do inquérito. André Mendonça, responsável pela relatoria, cobra agilidade na entrega dessa lista para evitar questionamentos futuros sobre competência jurisdicional. Com o foro privilegiado, parlamentares federais, senadores, governadores e ministros do STF só podem ser investigados ou processados no Supremo, o que exige uma segregação cuidadosa dos alvos.
Fontes próximas à investigação indicam que o material coletado até o momento pela PF é extenso e inclui conversas, documentos financeiros e depoimentos que sugerem o envolvimento de figuras de alto escalão no mundo político e empresarial. Embora os nomes exatos ainda não tenham sido divulgados publicamente em razão do sigilo imposto ao inquérito, a expectativa é que a lista seja finalizada nos próximos dias ou semanas, o que pode gerar impacto significativo no cenário político brasileiro.
O Caso Master ganhou repercussão nacional ao revelar detalhes de como fraudes no sistema financeiro poderiam ter sido usadas para beneficiar determinados grupos políticos e econômicos. Relatos preliminares mencionam tentativas de influência em órgãos reguladores, articulações para liberação de recursos públicos e negociações envolvendo delações premiadas. Daniel Vorcaro, que está detido, teria manifestado interesse em colaborar com a Justiça, mas ainda existem incertezas sobre o alcance e os limites dessa possível delação.
Para o ministro André Mendonça, a definição clara dos investigados com foro privilegiado é essencial para dar celeridade e segurança jurídica ao processo. Uma vez entregue a lista, o Supremo poderá decidir sobre o desmembramento do inquérito, enviando as partes relacionadas a autoridades sem foro para instâncias inferiores, como a primeira instância da Justiça Federal.
Especialistas em direito penal e processual avaliam que essa medida adotada pela PF demonstra o amadurecimento da investigação e o cuidado do relator em evitar nulidades futuras. Casos de grande repercussão como a Operação Lava Jato mostraram a importância de bem definir competências desde o início para que as provas colhidas não sejam questionadas posteriormente.
Até o momento, nem o Supremo Tribunal Federal nem a Polícia Federal se manifestaram oficialmente sobre os detalhes da força-tarefa. A CNN Brasil, que trouxe a informação em primeira mão, cita fontes familiarizadas com o andamento do caso. A expectativa da imprensa e do meio jurídico é que novas informações sejam liberadas à medida que a lista seja concluída e apresentada ao ministro Mendonça.
O Caso Master segue em fase de investigação sigilosa, mas seu potencial de repercussão é alto, especialmente em um ano marcado por debates intensos sobre governabilidade, relações entre Poderes e integridade do sistema financeiro nacional. A lista de autoridades com foro privilegiado deve ser um dos capítulos mais aguardados dessa apuração.
Acompanhe as atualizações sobre o Caso Master nas próximas semanas, pois o desdobramento dessa força-tarefa pode trazer revelações importantes sobre o funcionamento de redes de influência no Brasil.
Foto: STF
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