A renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), virou motivo de comparação nas redes sociais com o governo brasileir
A renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5), virou motivo de comparação nas redes sociais com o governo brasileiro. Internautas passaram a questionar a diferença de tratamento diante de escândalos envolvendo autoridades e citaram o caso do Ueno Bank, instituição que entrou em processo de resolução após problemas financeiros e cuja crise aumentou a pressão política sobre Peña, levando à abertura de um processo de impeachment no Congresso.
Nas publicações, usuários fizeram um paralelo com a notícia de que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria autorizado a compra de um uísque Macallan 1945, avaliado em cerca de R$ 500 mil, para presentear o presidente Lula. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro indicam a intenção de entregar a bebida ao presidente. Um advogado de Vorcaro também relatou que Lula teria agradecido o presente.
A comparação ganhou força com comentários que criticam a suposta falta de transparência no Brasil. No entanto, é importante destacar que o Planalto nega que Lula tenha recebido o uísque, e o presidente afirmou não se lembrar do presente. Até o momento, as mensagens divulgadas não comprovam, por si só, que a garrafa chegou às mãos dele. O episódio segue alimentando o debate político nas redes

A crise envolvendo o Ueno Bank, no Paraguai, virou assunto nas redes sociais e provocou uma onda de comentários entre brasileiros e paraguaios. A situação chamou a atenção porque brasileiros também estavam entre os clientes da instituição, que enfrentou problemas financeiros e passou por uma intervenção das autoridades paraguaias.
Após o episódio, alguns internautas brasileiros, identificados com a esquerda, passaram a ironizar quem decidiu morar no Paraguai ou transferir dinheiro para o país em meio às críticas ao governo Lula. Comentários como “Continuem indo para o Paraguai, patriotas!” circularam nas publicações, aumentando a discussão.
Do outro lado, paraguaios também reagiram às provocações e defenderam o país, destacando a atuação de suas instituições diante da crise bancária. A troca de ataques transformou um problema financeiro em mais uma discussão política nas redes, com críticas aos governos dos dois países.

Uma das maiores riquezas minerais estratégicas do Brasil terá grande parte de sua produção destinada ao mercado europeu. A mineradora australiana Viridis Mining and Minerals firmou um acordo com a Rhodia Operations SAS, integrante do grupo europeu Solvay, para fornecer aproximadamente 70% da produção prevista de terras raras do Projeto Colossus, localizado em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.
O contrato, anunciado nesta quarta-feira (4), prevê o início do fornecimento em 2028 e terá validade até dezembro de 2034, com possibilidade de renovação por mais cinco anos. A Solvay também terá preferência para apresentar propostas de compra sobre a produção restante.
As terras raras são consideradas recursos estratégicos para a economia mundial, utilizadas na fabricação de veículos elétricos, equipamentos militares, turbinas eólicas, celulares e tecnologias de alta precisão. O Brasil possui importantes reservas desses minerais, que despertam crescente interesse de potências estrangeiras.
Pelo acordo, o material extraído e parcialmente processado em território brasileiro será encaminhado à unidade industrial da Solvay em La Rochelle, na França, onde passará por etapas adicionais de separação e purificação, gerando produtos de maior valor agregado.
A operação reacende o debate sobre a soberania nacional e o aproveitamento das riquezas minerais brasileiras. Enquanto empresas estrangeiras ampliam sua participação na exploração e comercialização desses recursos, permanece a discussão sobre quanto da riqueza, da tecnologia e da industrialização ficará efetivamente no Brasil.
O negócio poderá gerar receitas estimadas em pelo menos US$ 915 milhões entre 2029 e 2034, desde que os volumes contratados sejam entregues. As empresas também discutem a transferência de tecnologias para ampliar o processamento nacional, mas esse entendimento ainda não foi formalizado.
Em setembro, o BNDES aprovou financiamento de R$ 77,5 milhões para apoiar a implantação de um centro de…
