A saga da médica rondoniense para fazer residência em neurologia

Publicado em: 09/10/2026 20:23

Natural de Porto Velho, em Rondônia, a médica Geovana D’Arc Otero não deixou que a distância pesasse na hora de escolher onde se especializar. Ela deixou a cidade natal e se mudou para São José do Rio Preto, no interior paulista, onde faz residência em neurologia na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Entre uma cidade e outra, são mais de 2.500 quilômetros.

A decisão começou ainda na graduação, feita em Porto Velho. Foi ali que Geovana percebeu que queria seguir pela neurologia e que, para isso, precisava de um grande centro de formação, na região Sudeste. Ela prestou provas para residência em São Paulo, na capital, e também em Rio Preto. Chegou a ser aprovada na capital paulista, mas preferiu ficar no interior.

“Eu sabia que eu queria fazer em um grande centro, que seria aqui na região Sudeste. Cheguei até a passar lá em São Paulo, mas decidi ficar, escolhi aqui a Famerp mesmo para fazer. São mais de 2.500 quilômetros, mas não foi impedimento”, conta.

Na rotina da residência, a médica acompanha de perto casos variados e coloca em prática o que aprendeu na faculdade, uma vivência que tem ampliado seus conhecimentos e contribuído para a formação profissional.

Geovana avalia a experiência como muito positiva, principalmente pela rapidez com que o serviço funciona. Entre os residentes, ela conta, o hospital é visto como uma “Suíça”, pela estrutura que se consegue dentro do SUS. Segundo ela, é difícil encontrar em outros lugares a agilidade de pedir, no mesmo dia, uma ressonância magnética, exame caro e de alta complexidade, e ter o resultado à noite. O mesmo vale, de acordo com a médica, para terapias de alto custo e alta complexidade.

“É quase impossível você pedir uma ressonância, que é um exame caro, de alta complexidade, em um dia e à noite fazer. Isso a gente consegue aqui”, afirma.

O ritmo, no entanto, é exigente. Ela reconhece o desafio da carga de trabalho e da cobrança pessoal, mas diz que consegue enxergar a evolução profissional ao longo da residência.

A trajetória de Geovana não é um caso isolado. Médicos de diferentes regiões do país também escolhem Rio Preto para a formação

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