Adolescente de 13 anos tem pescoço queimado com ferro de marcar gado

Adulto e menor foram indiciados por lesão corporal; suspeito adulto também responderá por corrupção de menores. Delegado-geral classifica o ato como crime cruel, não “brincadeira”
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a agressão contra um adolescente de 13 anos que teve o pescoço queimado com um ferro utilizado para identificar bovinos em uma propriedade rural de Sena Madureira, no interior do Acre. Um adulto e um menor de idade foram indiciados por lesão corporal. O suspeito adulto também foi indiciado por corrupção de menores.
Investigação e providências
O caso aconteceu no dia 24 de outubro. A conclusão da investigação foi confirmada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin. Como o episódio envolve menores de idade, a corporação não divulgou detalhes adicionais sobre o resultado do inquérito.
Segundo Buzolin, a vítima foi submetida a exame de corpo de delito. Os dois envolvidos prestaram depoimento durante a investigação, mas não houve prisão do adulto nem apreensão do adolescente apontado como suspeito.
Dinâmica da agressão
De acordo com informações repassadas anteriormente pelo delegado Odilon Neto, a agressão teria começado a partir de uma situação apresentada pelos envolvidos como brincadeira, mas terminou com o adolescente de 13 anos sendo queimado no pescoço.
Ao comentar o episódio, Buzolin contestou a classificação do ato como uma simples brincadeira, diante da gravidade da violência praticada contra a vítima.
“Eu não sei se a gente pode chamar bem de brincadeira, tendo em vista a crueldade que foi realizada naquele ato. Foi um crime praticado contra um menor durante o trabalho na zona rural”, afirmou.
O adulto investigado trabalha na propriedade rural. Já o adolescente apontado como segundo envolvido e a vítima estavam no local apenas acompanhando o funcionário. Conforme as informações da investigação, nenhum dos três morava na propriedade.
O ferro utilizado na agressão era empregado para marcar o rebanho da fazenda. A identificação gravada no equipamento correspondia à sigla utilizada pela propriedade para identificar os animais.
“Eles estavam, inclusive, marcando o rebanho no momento do ato, onde praticaram essa crueldade contra esse adolescente de 13 anos”, acrescentou o delegado-geral.
Atendimento à vítima
Após a agressão, o menino foi levado ao Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira, onde recebeu atendimento médico. A mãe da vítima também procurou as autoridades e registrou um boletim de ocorrência.
O adolescente deverá receber acompanhamento da assistência social do governo estadual.
