Advogado de Vorcaro afirma que Lula recebeu Whisky raro de 12 anos e ainda agradeceu

Publicado em: 23/09/2026 10:37

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, trouxeram uma nova informação sobre a relação do banqueiro com o governo Lula.

Em uma conversa de 22 de janeiro de 2025, o advogado Walfrido Warde afirmou a Vorcaro que havia encontrado Lula. Segundo a mensagem, o presidente perguntou se o banqueiro estava bem e “agradeceu mais uma vez o whisky”, além de mandar um abraço.

A mensagem, porém, não informa qual era a marca do uísque. A especulação de que seria um Macallan não está comprovada pelo trecho divulgado.

A Presidência da República nega que Lula tenha recebido qualquer presente de Vorcaro e afirma que o presidente se encontrou com o banqueiro apenas uma vez, em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro mostram o então advogado do banqueiro, Walfrido Warde, relatando contatos e articulações para aproximá-lo de Lula e de integrantes do governo.

Em uma mensagem de 5 de setembro de 2024, Warde escreveu a Vorcaro: “Estive com o Presidente Lula longamente ontem. Você vai gostar. Encontremo-nos hoje. Sem falta.” Vorcaro respondeu: “Vamos.” Segundo as reportagens, porém, não há registro de entrada de Warde no Palácio do Planalto naquela data.

Os diálogos também mostram outras tentativas de organizar contatos entre Vorcaro e o presidente. A Presidência afirma que Lula se encontrou com Vorcaro apenas uma vez, em 4 de dezembro de 2024, e nega ter conhecimento das articulações atribuídas ao advogado.

Importante: o sigilo de 100 anos citado nas notícias é sobre registros das visitas recebidas por Vorcaro enquanto esteve preso na Polícia Federal, e não especificamente sobre visitas de Lula ao banqueiro. O Ministério da Justiça manteve o sigilo alegando proteção à intimidade e à vida privada dos envolvidos.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda criar uma contribuição previdenciária adicional para empresas que tenham uma parcela elevada de trabalhadores contratados como pessoa jurídica (PJ). A proposta foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como uma forma de combater o que o governo chama de “pejotização abusiva”.

A ideia é atingir principalmente empresas que substituem empregados com carteira assinada por trabalhadores PJ para reduzir custos trabalhistas e previdenciários. Durigan citou como exemplo uma empresa em que 80% da força de trabalho esteja contratada como PJ, situação que poderia gerar uma cobrança adicional.

A contratação de prestadores de serviço por meio de PJ não seria proibida pela medida. O próprio ministro afirmou que a prestação legítima de serviços deve ser diferenciada de casos em que um empregado é contratado como PJ apenas para evitar encargos.

Até o momento, a proposta não virou lei nem foi transformada em um novo imposto aprovado. Para criar uma cobrança desse tipo, seria necessário definir os critérios e alterar a legislação, com discussão no Congresso.

Fonte: Folha de S.Paulo, Reuters e Poder360

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