Advogado ostentação, Nelson Willians deve mais de R$ 500 mil em aluguéis

O escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV) acumula duas disputas judiciais por aluguéis atrasados de salas comerciais em Campinas e São Paulo, com valores que ultrapassam R$ 526 mil. A banca atribui a desocupação de parte dos imóveis a um plano de reorganização interna iniciado em 2025.
Fundado em 1999, o escritório atua em todos os estados e reúne mais de mil advogados. Conhecido pela ostentação e por defender famosos como Pablo Marçal, Nelson Wilians afirmou, em entrevista no ano passado, que a banca administrava cerca de 450 mil processos e participava de mais de 3.000 audiências mensais.

Presidente da ALERO deputado estadual Alex Redano homenageia o advogado Nelson Wilians
Em Campinas, o NWADV assinou em agosto de 2025 dois contratos para alugar quatro conjuntos no 5º andar de uma torre do Galleria Corporate. As locadoras Galícia Desenvolvimento Imobiliário e Gran Floridian Empreendimentos afirmaram que a banca deixou de pagar, em outubro, aluguel de R$ 63,1 mil, além de IPTU e condomínio.
As empresas ajuizaram ação de despejo em novembro e conseguiram liminar para desocupação. As salas, porém, não chegaram a ser ocupadas e permaneceram vazias até a devolução das chaves, em dezembro. Em 23 de julho, a 9ª Vara Cível de Campinas extinguiu o processo de despejo e condenou o escritório ao pagamento de custas e honorários; a defesa apresentou embargos contra essa cobrança.

Disputa em prédio da sede nacional em São Paulo
Os débitos de aluguel discutidos em processos separados pelas duas locadoras de Campinas chegam a R$ 378 mil. O valor da causa na ação de despejo ultrapassa R$ 1,5 milhão.
Em São Paulo, seis empresas proprietárias de salas do 17º andar da torre oeste do Centro Empresarial Nações Unidas cobraram valores do escritório. O contrato, assinado em junho de 2024, previa aluguel mensal de R$ 38,3 mil, além das despesas de condomínio, e os atrasos ocorreram em outubro, janeiro, fevereiro e março.
A dívida na capital superava R$ 148,6 mil, somados aluguéis e encargos condominiais. As partes fecharam acordo há pouco mais de duas semanas, e o escritório pagou cerca de R$ 150 mil para encerrar a disputa. A defesa disse que a matriz continua no 25º andar do complexo e mantém a prestação regular de serviços.
O sócio-diretor Santiago Schunck afirmou que as discussões sobre os imóveis decorrem de divergências contratuais e que situações específicas exigiram “ajustes pontuais”. O escritório também foi alvo da Operação Sem Desconto, sobre descontos indevidos contra aposentados e pensionistas do INSS, e de outra investigação sobre suposta sonegação de ICMS; Nelson Wilians nega participação na fraude investigada no caso do INSS.
