Ainda dá tempo de projeto verão? Aprenda como emagrecer com segurança
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Com a proximidade do verão, especialistas alertam que pressa e dietas radicais podem atrasar resultados e prejudicar a saúde
Com a chegada do verão no final de dezembro, as buscas por “emagrecimento rápido” disparam e muita gente tenta, em poucas semanas, compensar meses — ou até anos — de descuido com alimentação e exercícios.
A promessa é tentadora: perder peso, diminuir o inchaço e aparecer mais “definido” nas festas e nas viagens de fim de ano. Mas, embora comum, essa estratégia costuma trazer mais riscos do que benefícios, segundo especialistas.
Para grande parte das pessoas, o “projeto verão” começa tardiamente e, com ele, surgem medidas drásticas como: cortar carboidratos de forma abrupta, fazer longos períodos de jejum, restringir grupos alimentares inteiros ou dobrar o volume de treinos. O problema é que o corpo não reage bem a mudanças bruscas — e esse desequilíbrio pode atrasar a chegada dos resultados desejados.
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O nutrólogo Daniel Magnoni, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que regimes muito restritivos retiram nutrientes essenciais e podem desregular o organismo mesmo em poucas semanas. Ele ressalta que a perda rápida de peso tende a ser acompanhada de efeitos colaterais sérios.
Além disso, a pressa faz muita gente adotar uma rotina de treinos intensa do dia para a noite — uma estratégia que também costuma falhar. Magnoni esclarece que o corpo precisa de combustível adequado para treinar bem e que o equilíbrio entre exercícios aeróbicos, treino de força e alimentação fracionada funciona melhor do que qualquer plano “acelerado”.

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“Carboidratos de ação rápida antes da atividade e proteínas após o treino ajudam na preservação da massa magra, enquanto jejuns prolongados aumentam o risco de desequilíbrios metabólicos e hormonais”, informa. Ao contrário do que muitos acreditam, carboidratos e doces não precisam desaparecer por completo do prato.
O que torna esses alimentos vilões, segundo o especialista, é o excesso — especialmente quando consumidos como compensação após um longo período de restrição. Evitar longos intervalos sem comer é uma forma eficiente de manter o metabolismo ativo e evitar crises de fome intensa, mais comuns quando a pessoa pula refeições.
Fonte: Metrópoles







