ALEX REDANO NO ALVO: PF faz nova operação em Porto Velho e Ariquemes e mira núcleo ligado à Operação Reduto

Publicado em: 18/09/2026 11:39

Presidente da ALE/RO, Alex Redano, e o suplente de vereador Tadeu Redano estão entre os alvos da nova fase da investigação que apura vazamento de informações sigilosas e possível obstrução da Justiça, (foto da 1 fase da operação Reduto no prédio da ALE/RO)º 

Porto Velho/Ariquemes, RO – A Polícia Federal voltou a realizar uma operação em Porto Velho e Ariquemes, nesta sexta-feira (18), em mais um desdobramento da Operação Reduto, investigação que já havia provocado prisões e buscas envolvendo pessoas ligadas à estrutura da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO).

A nova ação é realizada em conjunto com o Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e cumpre 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.

Entre os alvos desta nova etapa está o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado estadual Alex Redano, além do suplente de vereador de Porto Velho Tadeu Redano, citado como pessoa próxima ao grupo político e conhecido nos bastidores pelo apelido de Correria”, em referência à sua atuação junto ao presidente da Assembleia.

A presença de Alex Redano entre os alvos da investigação ocorre novamente no contexto das apurações relacionadas à Operação Reduto. Na primeira fase da operação, a Polícia Federal já havia cumprido mandados de busca em endereços ligados ao presidente da ALE/RO.

Nova operação investiga vazamento da Operação Reduto

Segundo a Polícia Federal e o MPRO, a investigação desta sexta-feira teve origem na suspeita de que informações protegidas por segredo de Justiça sobre a Operação Reduto teriam sido vazadas antes da deflagração da ação policial.

As informações teriam chegado ao conhecimento de pessoas que seriam alvo dos mandados na noite anterior ao cumprimento das ordens judiciais.

A partir dessa constatação, os investigadores passaram a apurar quem teria acesso às informações sigilosas e como elas teriam sido repassadas.

A investigação busca identificar toda a cadeia de transmissão das informações, desde a possível origem do vazamento até as pessoas que eventualmente teriam recebido ou utilizado os dados para dificultar o trabalho das autoridades.

Prisões de Tigrão e Negão do Redano marcaram a Operação Reduto

A nova fase também resgata fatos da primeira etapa da Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal em julho.


Na ocasião, foram presos Rogério Gago da Silva, o “Tigrão”, que ocupava o cargo de secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia, e Reginaldo Corrêa de Lima, o “Negão do Redano”.

Rogério Gago era integrante da estrutura administrativa da ALE/RO e foi preso preventivamente durante a operação. Reginaldo Corrêa de Lima também foi preso na mesma investigação.

A Operação Reduto investiga suspeitas de fraudes em licitações, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa. Segundo a Polícia Federal, uma das linhas investigativas apura possível desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa.

Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva. A Justiça também determinou o afastamento de servidores públicos e o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos de até R$ 9 milhões.

PF apura possível tentativa de esconder provas

De acordo com as informações divulgadas sobre a nova fase, o suposto vazamento não teria sido um fato isolado.

Com o avanço das investigações, PF e GAECO identificaram indícios de possíveis manobras destinadas a dificultar o trabalho da Justiça e das autoridades policiais.

Entre as condutas investigadas estão a saída rápida de pessoas de determinados imóveis, a ocultação ou substituição de aparelhos celulares, a formatação de telefones, o transporte de uma antena de internet via satélite e uma suposta tentativa de hospedagem de pessoas utilizando o nome de terceiros.

Para os investigadores, essas ações podem ajudar a esclarecer se houve uma movimentação coordenada para ocultar pessoas, destruir ou dificultar o acesso a provas e impedir a localização de possíveis alvos.

11 mandados são cumpridos em Porto Velho e Ariquemes

Nesta sexta-feira, os agentes federais cumprem 11 mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar nas duas principais cidades envolvidas nas investigações.

As ordens foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.

Os materiais apreendidos deverão ser analisados pelos investigadores e poderão fornecer novas informações sobre a origem do vazamento e sobre uma eventual rede de comunicação utilizada para repassar dados protegidos por segredo de Justiça.

A investigação também poderá esclarecer se houve participação de pessoas com acesso privilegiado a informações da operação policial.

Alex Redano volta ao centro das investigações

O nome do presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Alex Redano, já havia aparecido entre os alvos da Operação Reduto.

Na primeira fase, agentes da Polícia Federal realizaram buscas em endereços ligados ao parlamentar, incluindo sua residência em Ariquemes.

Agora, com a investigação sobre o suposto vazamento das informações sigilosas, o parlamentar aparece novamente entre os alvos das medidas judiciais.

Também é alvo desta nova etapa Tadeu Redano, suplente de vereador de Porto Velho, apontado nos bastidores como integrante do círculo de pessoas próximas ao presidente da ALE/RO.

Até o momento, a investigação deverá esclarecer qual seria a eventual participação de cada pessoa citada nos fatos apurados.

Investigação continua

Deputado estadual Alex  Redano, prefeita Carla Redano e Rogério Gago, o Tigrão

A Polícia Federal informou que as medidas realizadas nesta sexta-feira têm como objetivo identificar a origem e a cadeia de transmissão das informações sigilosas, além de reunir provas para o avanço da investigação.

A apuração envolve possíveis crimes de violação de sigilo funcional, obstrução de investigação de organização criminosa e fraude processual.

É importante destacar que ser alvo de busca e apreensão ou estar sob investigação *não significa condenação ou comprovação de crime*. As responsabilidades individuais deverão ser apuradas no curso da investigação e, posteriormente, submetidas à análise da Justiça, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

Operação em números

11 mandados de busca e apreensão;
Porto Velho e Ariquemes são as cidades atingidas pela nova fase;
Ação conjunta da Polícia Federal e MPRO/GAECO;
Medidas autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia;
Investigação apura possível vazamento de informações sigilosas;
Também são investigadas suspeitas de obstrução de investigação e fraude processual;
A ação é um desdobramento da Operação Reduto;
Entre os alvos citados nesta nova etapa estão Alex Redano e Tadeu Redano.

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