Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin o “quarteto da impunidade”

Publicado em: 18/09/2026 16:10

Um editorial da Folha de S.Paulo, publicado na noite de quarta-feira (16), elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal e classificou os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin como “quarteto da impunidade”. O texto representa a posição institucional do jornal, e não uma reportagem factual.

A manifestação ocorreu após a conturbada sessão do STF que discutiu a possibilidade de investigação das relações entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o editorial, Moraes rejeitou a abertura da investigação, enquanto Gilmar, Dino e Zanin atuaram de maneira a postergar uma decisão sobre o caso. Dino apresentou pedido de vista, interrompendo o andamento da discussão.

A Folha também criticou o fato de Moraes ter participado da deliberação apesar de ser diretamente interessado no caso e afirmou que a sessão expôs uma profunda divisão interna na Corte. Em texto publicado no dia anterior, o jornal já havia afirmado que o Supremo caminhava para uma situação de desgaste institucional diante do impasse.

Ao utilizar a expressão “quarteto da impunidade”, portanto, a Folha adotou uma avaliação editorial contundente sobre a atuação dos quatro ministros. A classificação é uma opinião do jornal, enquanto as responsabilidades individuais e eventuais irregularidades continuam dependentes das apurações e dos procedimentos institucionais.

Fonte: Folha de S.Paulo — Editorial “Fachin apenas expôs à nação o quarteto da impunidade”, 16 de setembro de 2026

O presidente Lula teria demonstrado contrariedade com a atuação do ministro Flávio Dino durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada em 15 de setembro, que discutia a possibilidade de abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes no caso envolvendo o Banco Master.

Segundo a Folha de S.Paulo, Lula reclamou a aliados não apenas do pedido de vista feito por Dino, que interrompeu a sessão, mas também do tom adotado pelo ministro durante o julgamento. O presidente teria dito que a sessão foi um “show de horrores” e avaliado que a postura de Dino não teria sido adequada à gravidade do debate.

Ainda de acordo com a reportagem, Lula esperava que Dino demonstrasse mais “sensibilidade” diante das repercussões do caso. Um aliado do presidente afirmou que o estilo adotado pelo ministro durante a sessão causou incômodo entre petistas.

Dino, porém, negou ter recebido qualquer sinal de contrariedade de Lula.

Fonte: Folha de S.Paulo.

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