ALIADAS, MAS RIVAIS – Mariana e Sílvia travam “Jogos Vorazes” por uma vaga ao Senado
ALIADAS, MAS RIVAIS – Mariana e Sílvia travam “Jogos Vorazes” por uma vaga ao Senado

Mariana Carvalho, do Republicanos, e Sílvia Cristina, do PP, vivem uma situação peculiar na corrida ao Senado em Rondônia. Embora estejam no mesmo grupo político, as duas sabem que a eleição pode colocar apenas uma delas no Congresso Nacional.
A federação formada por União, Republicanos e PP reúne algumas das maiores forças políticas do estado e aposta em duas candidaturas para a disputa. Na prática, porém, Mariana e Sílvia travam uma espécie de “Jogos Vorazes” eleitoral: a aliança é a mesma, mas a vaga é disputada individualmente.
O clima é de confronto velado. Não há ataques públicos entre as duas, mas também não se vê uma campanha marcada por demonstrações de proximidade ou pedidos de votos compartilhados. Cada uma trabalha para construir sua própria força eleitoral, sabendo que, no fim, a urna será responsável por definir quem leva a melhor.
A busca pela chamada paridade de armas chegou inclusive à Justiça. Sílvia Cristina conseguiu garantir o direito de ter o mesmo tempo de televisão destinado a Mariana, reforçando a dimensão da disputa dentro da própria federação.

O cenário torna a eleição ainda mais delicada, uma vez que para Mariana, uma eventual derrota teria peso maior por representar sua terceira derrota consecutiva em disputas eleitorais. Para Sílvia, significaria deixar o Congresso e aguardar quatro anos para tentar retornar — ou buscar uma nova alternativa política, como uma prefeitura no interior.
É justamente por isso que nenhuma das duas pode tratar a outra como adversária comum. São aliadas no palanque, mas concorrentes diretas na urna.
No papel, caminham juntas. Na prática, cada uma sabe que está disputando a mesma sobrevivência política. E, nesse jogo, apenas uma pode sair vencedora.
