André Mendonça reduz sigilo e dá mais autonomia à PF nas investigações sobre fraudes do Banco Master
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Uma semana após ser sorteado como novo relator do inquérito que apura suspeitas de fraudes no Banco Master, o ministro André Mendonça decidiu reduzir o nível de sigilo do processo e ampliar a autonomia da Polícia Federal para conduzir as investigações.
A decisão foi formalizada em despacho divulgado nesta quinta-feira (19) e marca uma mudança de postura em relação à condução do caso, que anteriormente estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli.
Segundo fontes ligadas ao processo, Mendonça adotou um estilo mais aberto, permitindo maior acesso às informações e dando sinal verde para que a Polícia Federal avance com diligências, oitivas e coleta de provas sem a necessidade de autorizações constantes do Supremo.
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Nos bastidores, a medida é vista como um movimento para acelerar as apurações e dar mais transparência ao caso, que envolve denúncias de irregularidades financeiras atribuídas ao Banco Master.
A mudança também contrasta com procedimentos adotados anteriormente, quando o processo tramitava sob grau elevado de sigilo e com maior centralização das decisões no gabinete do relator.
Agora, com mais liberdade operacional, a expectativa é de que a PF intensifique as investigações nos próximos dias, podendo avançar em novas quebras de sigilo, perícias e depoimentos de envolvidos. O caso segue em andamento no Supremo Tribunal Federal, e novas decisões devem ser tomadas conforme o avanço das apurações.




