Ano Internacional da Agricultora 2026 propõe nova agenda para fortalecer mulheres no campo na América Latina

Publicado em: 29/03/2026 20:37

As mulheres representam 36% da força de trabalho dos sistemas agroalimentares da Região

A declaração de 2026 como o Ano Internacional da Agricultora, promovida pela ONU, surge em um momento decisivo para a América Latina e o Caribe, regiões que enfrentam desafios crescentes ligados às mudanças climáticas, à desigualdade social e à segurança alimentar.

 

Na região, as mulheres representam cerca de 36% da força de trabalho nos sistemas agroalimentares, mas ainda atuam em condições desiguais, com menor acesso à terra, crédito, tecnologia e oportunidades econômicas.

 

Diante desse cenário, especialistas defendem que o fortalecimento do papel feminino no campo é essencial para transformar os sistemas de produção de alimentos, tornando-os mais sustentáveis, inclusivos e resilientes.

 

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A agenda proposta para 2026 destaca a necessidade de colocar as mulheres no centro das políticas públicas e dos investimentos no setor agrícola. Isso inclui ampliar o acesso a financiamento, incentivar a inovação e garantir maior participação nas decisões econômicas e produtivas.

 

Outro ponto central é o reconhecimento do trabalho de cuidado não remunerado, que recai majoritariamente sobre as mulheres e limita sua participação plena na economia rural. Investimentos em políticas de apoio e infraestrutura social são vistos como fundamentais para reduzir essas desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.

 

A 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe foi apontada como um marco importante para consolidar compromissos políticos e transformar essas propostas em ações concretas, envolvendo governos, setor privado e organizações internacionais. O Ano Internacional da Agricultora também busca mobilizar esforços globais para promover igualdade de gênero no campo, reconhecendo que o empoderamento das mulheres rurais é peça-chave no combate à fome, na redução da pobreza e na construção de economias mais sustentáveis.

 

 

No fim, a mensagem é clara: fortalecer as mulheres agricultoras não é apenas uma questão de justiça social, mas uma estratégia essencial para garantir o futuro da produção de alimentos e a resiliência das comunidades na América Latina e no Caribe.

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