As cidades mais violentas do Brasil em 2025 ficam no Nordeste veja o ranking

Publicado em: 23/07/2026 10:46
Dois assaltantes em uma moto. Foto: reprodução

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira (23), divulgou as cidades com o maior índice de violência no país.

As dez cidades com maiores taxas de mortes violentas intencionais ficam no Nordeste. Maranguape, no Ceará, lidera o ranking pelo segundo ano seguido, com 100,3 mortes a cada 100 mil habitantes, acima das 80 por 100 mil registradas em 2024.

A lista tem cinco municípios da Bahia, três do Ceará, um de Pernambuco e um da Paraíba. Depois de Maranguape aparecem Eunápolis (BA), com taxa de 85,1; Maracanaú (CE), com 80,7; Porto Seguro (BA), com 71,2; Simões Filho (BA), com 68,1; Jequié (BA), com 67,4; Caucaia (CE), com 66,6; Cabo de Santo Agostinho (PE), com 65,1; Santa Rita (PB), com 60,9; e Juazeiro (BA), com 55,8.

Entre os estados, o Amapá manteve a maior taxa de mortes violentas do país, mesmo com recuo de 6%, de 45,2 para 42,5 por 100 mil habitantes. Bahia ficou em segundo lugar, com queda de 10%, de 40,7 para 36,8; Ceará apareceu em terceiro, com redução de 7,5%, de 37,5 para 34,7.

Santa Catarina passou a ter a menor taxa do país, com 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, e tirou de São Paulo a posição que o estado ocupava desde 2014. São Paulo registrou taxa de 7,8 por 100 mil. Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal tiveram queda nas taxas, enquanto sete apresentaram alta.

Ranking das dez cidades mais violentas do Brasil em 2025
Arte com lista das dez cidades mais violentas do país em 2025. Foto: Reprodução

O Anuário classifica como mortes violentas intencionais os homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes cometidas por policiais. As mortes provocadas por policiais aumentaram 5%, enquanto o número de policiais mortos caiu 3%.

O levantamento também apontou alta de 25% nos registros de produção, posse ou distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil e crescimento superior a 60% nos casos de bullying e cyberbullying entre jovens, após a criação de tipo penal específico em 2024.

A quantidade de adolescentes em medida socioeducativa caiu 54% em nove anos e chegou a 12,2 mil, a maioria meninos (93%), negros (74%) e com idade entre 16 e 18 anos (76%). No sistema prisional, a população cresceu 6% e chegou a 964 mil pessoas; o estudo projeta que o Brasil pode alcançar 1 milhão de presos em 2027 se a tendência continuar.

O Anuário ainda contabiliza 2,1 milhões de empresas e pessoas autorizadas a ter armas, incluindo 1 milhão com licença de CAC, além de 1,6 milhão de armas cadastradas. Três em cada dez armas estão com registro vencido.

O levantamento também registrou recorde de feminicídios no país enquanto apontou o menor número de assassinatos desde 2012, início da série histórica do levantamento.

O Brasil teve 40.775 vítimas de assassinato, queda de 8% em relação a 2024. A taxa nacional de mortes violentas intencionais ficou em 19,1 por 100 mil habitantes, a primeira abaixo de 20 no histórico do Fórum.

Os feminicídios seguiram na direção oposta da redução geral da violência letal. Quatro mulheres morreram por dia, em média, e o país registrou três tentativas de feminicídio para cada crime consumado ao longo de 2025.

Outros indicadores de violência contra a mulher também subiram: violência psicológica cresceu 17%, stalking avançou 30%, descumprimento de medida protetiva aumentou 17% e ameaças tiveram alta de 0,5%.

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