Assassino foi rejeitado e professora não tinha nenhuma relação com ele, diz delegada

Publicado em: 09/02/2026 17:51

Assassino foi rejeitado e professora não tinha nenhuma relação com ele, diz delegada

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (9), a Polícia Civil declarou que a principal linha de investigação indica que João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, assassinou a professora Juliana Santiago, de 41 anos, após ter sido rejeitado por ela.

Juliana foi morta com facadas no peito dentro de uma sala de aula em uma faculdade particular de Porto Velho. Ela era professora de Direito Penal e escrivã da Polícia Civil.

No momento da prisão, o autor do crime afirmou que manteve um relacionamento amoroso com a vítima por meses e que percebeu seu afastamento quando ela decidiu retomar a relação com o ex-namorado. Segundo ele, esse fato o deixou “emocionalmente abalado”. A polícia, no entanto, descartou essa versão com base em mensagens trocadas entre os dois.

De acordo com a delegada da Polícia Civil, Leisaloma Carvalho, o que ocorreu foi o oposto: João Cândido da Costa Junior queria se envolver com Juliana, mas ela impôs limites e deixou claro que não considerava adequada uma relação entre aluno e professora.

As mensagens também revelaram que o suspeito se incomodou ao ver uma foto publicada por Juliana com o namorado. Em uma das conversas, ele chegou a dizer que havia “perdido para a concorrência”.

João Cândido esperou estar sozinho com a professora para atacá-la dentro da sala de aula. De acordo com o registro policial, ela foi atingida por golpes de faca na região torácica, com duas perfurações nos seios, além de uma laceração no braço direito. A arma foi encontrada no local. A polícia não descarta a hipótese de que o crime foi premeditado.

O suspeito tentou fugir, mas foi contido e preso em flagrante por um aluno que também é policial militar e estava na sala ao lado. Juliana foi socorrido por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida.

O autor do crime também disse à polícia que a arma utilizada tinha sido entregue pela própria vítima um dia antes. Ela teria o presenteado com um doce em uma vasilha e dentro tinha a faca. A Polícia Civil diz que não há provas que confirmem essa versão.

No sábado (7), a Justiça de Rondônia converteu em preventiva a prisão de João. Ele está preso na Casa de Detenção José Mario Alves da Silva, mais conhecida como “Urso Branco”.

A reportagem entrou em contato com a defesa de João Cândido, que optou por não se pronunciar.

Com informações do g1

Durante coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (09) a delegada Leisaloma Carvalho, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção Pessoa (DHPP) revelou que as investigações até o momento apuraram que o acadêmico João C. C., Júnior, 24, acusado de matar a professora de Direito Penal, Juliana Mattos de Lima Santiago, 41, teria cometido o crime por se sentir rejeitado pela vítima.

 

Segundo a delegada, as apurações revelaram que o acusado fazia várias investidas para tentar um relacionamento amoroso com a professora, mas ela recusou.

 

O crime praticado a golpes de faca aconteceu em uma faculdade particular na zona Sul da capital, na sexta-feira (07).

O acusado foi preso em flagrante e alegou para os policiais militares que tinha uma relacionamento amoroso com a professora e teria cometido o crime por sentimento de posse.

Todavia, nas investigações o DHPP apurou que a vítima e o acusado não chegaram a se relacionar intimamente.

O criminoso apresentava frustração pela rejeição e ciúmes em relação à vida pessoal da vítima. Ainda segundo a polícia, não há indícios de que o crime tenha relação com notas ou qualquer situação acadêmica.

Nota da Polícia Civil

O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Polícia Civil, apresentou, nesta segunda-feira (9), durante coletiva de imprensa, atualizações sobre as investigações que apuram a morte da professora e escrivã Juliana de Matos Lima Santiago. O encontro teve como objetivo esclarecer pontos do inquérito e prestar informações oficiais à sociedade.

As investigações foram iniciadas imediatamente após o crime, com a realização de diligências, oitivas de testemunhas e coleta de elementos informativos. Durante o interrogatório, o suspeito afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima, versão que foi descartada pela apuração policial. Testemunhas ouvidas até o momento relataram que ele tentou uma aproximação, mas foi rejeitado.

Segundo a Polícia Civil, o investigado demonstrava frustração pela rejeição e ciúmes em relação à vida pessoal da vítima. A linha investigativa também esclareceu que não há indícios de que o crime tenha relação com notas ou qualquer situação acadêmica.

O ataque ocorreu no primeiro dia de aula do semestre. A vítima foi atingida por três facadas, sendo uma delas na região do coração, e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito antes de chegar ao hospital. Até o momento, não há provas de que tenha existido vínculo afetivo entre ela e o suspeito.

O homem foi preso em flagrante logo após o crime. Durante audiência de custódia, a prisão foi homologada e convertida em preventiva. O prazo inicial para conclusão do inquérito é de

 

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Fonte: https://rondoniaovivo.com/noticia/policia/2026/02/09/video-da-entrevista-delegada-leisaloma-detalha-caso-da-professora-morta-em-faculdade.html

Quem era professora morta a facadas por aluno em faculdade em RO

Juliana Santiago, de 41 anos, foi atacada dentro da Faculdade Metropolitana e homenageada por aluna nas redes sociais; entidades lamentaram caso e prestaram condolências à família e amigos da mulher

Juliana Santiago, de 41 anos, era uma professora de Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) e escrivã da Polícia Civil, que foi morta a facadas por um aluno dentro da Faculdade Metropolitana, em Porto Velho, Rondônia. O crime ocorreu na última sexta-feira (6).

Após a morte, Santiago foi homenageada por uma aluna nas redes sociais. A jovem disse que a docente era “inspiradora e tinha um amor genuíno pelo que fazia”.

Ela me disse coisas tão lindas que levarei para sempre comigo. Obrigado pela honra de ter sido minha professora. Que Deus te receba de braços abertos.

Aluna de Juliana Santiago, professora morta por estudante

Além disso, a aluna de Juliana ainda afirmou que a mulher será sempre lembrada como uma pessoa “tão carinhosa e atenciosa”, além de ter sido “um ser humano incrível”. 

O responsável pelo ataque contra a professora foi identificado como João Júnior, também aluno do curso de Direito. Segundo a Polícia Civil, a investigação do caso já está em andamento.

Manifestações

Em nota, o deputado Edevaldo Neves repudiou a violência em ambientes educacionais.

“Reafirmo meu repúdio absoluto a qualquer forma de violência e cobro das autoridades competentes uma investigação rigorosa”, afirmou.

O Ministério Público de Rondônia também se pronunciou, garantindo que atuará na apuração do crime e lamentando a morte da servidora pública.

“Que a memória de Juliana seja honrada com justiça para todas”, disse em nota.

O Centro Universitário Aparício Carvalho repudiou a atitude do aluno e afirmou que está prestando toda a assistência necessária, além de colaborar com as autoridades competentes. A instituição decretou três dias de luto acadêmico.

“A Instituição reafirma seu repúdio absoluto a este crime e informa que as providências já estão sendo adotadas”, declarou o comunicado.

OAB lamenta morte de professora

O Conselho Federal da OAB manifestou profundo pesar pelo falecimento da professora Juliana Matos de Lima Santiago. A instituição disse que a morte da mulher “causa consternação e mobiliza a advocacia brasileira, que rende homenagem à sua trajetória.”

Além disso,  o órgão se solidarizou com os familiares, amigos, colegas de profissão, alunos e com a comunidade acadêmica. A OAB de Rondônia também lamentou o caso e prestou condolências.

*Sob supervisão

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