BioParque Vale Amazônia registra nascimento de onça-pintada

Publicado em: 25/03/2026 13:42
Xingu, Tapajós ou Solimões? Votação para escolha do nome está aberta. Foto: Divulgação/Vale

O BioParque Vale Amazônia, localizado no Sudeste do Pará, na cidade de Parauapebas, acaba de ganhar um novo morador: uma oncinha-pintada. O nascimento é considerado um marco para a conservação da espécie, ameaçada de extinção. Em 12 anos, este é o sétimo registro de nascimento de onça-pintada no local. O Bioparque é aberto a visitação e tem entrada gratuita. Em 2025, o local recebeu cerca de 150 mil visitantes. A votação para escolha no nome da oncinha está aberta, até o dia 28/3, pelo link: Link

A gestação da onça-pintada dura entre três e quatro meses e, em geral, resulta no nascimento de até dois filhotes. Em 2014 vieram ao mundo Thor e Pandora, dois anos depois nasceram as irmãs Sheila e Leila, e em 2022, o parque celebrou o nascimento de um casal de filhotes Rhudá e Rhuana. Agora, a chegada da nova oncinha, filho do casal Marília e Zezé, já integrados ao plantel do BioParque, reforça a trajetória de êxito da instituição na conservação da espécie.

Ao atingir a fase adulta, a onça-pintada, que é o maior felino das Américas, pode chegar até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros altura, podendo atingir 135 quilos.

Referência em Conservação

Ao longo de quase 41 anos de história, o BioParque Vale Amazônia se consolidou como um dos principais centros de pesquisa, conservação e educação sobre a fauna silvestre no Brasil. O espaço já registrou nascimentos de diversas espécies ameaçadas de extinção, como Ararajuba, Arara-Azul, Jacupiranga, Mutum-de-Penacho, Gavião-Real, Onça-Pintada (pelagem amarela e melânica), Onça-Parda, Queixada, Caititu, Guariba-de mãos-ruivas e Anta.

Atualmente, o BioParque abriga cerca de 360 animais de 67 espécies da fauna silvestre, entre aves, mamíferos e répteis, incluindo espécies raras ou ameaçadas de extinção.

Estrutura e parcerias

O BioParque faz parte da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e atua com os Planos Nacionais de Conservação de Espécies Ameaçadas (ICMBio), além de seguir metas nacionais e internacionais voltadas à preservação da biodiversidade.

O espaço é parceiro de instituições governamentais como ICMBio e IBAMA, recebendo animais oriundos de apreensões contra o tráfico de fauna silvestre. Conta ainda com uma equipe especializada formada por biólogos, veterinários, botânicos e analistas ambientais. Por mês, cerca de uma tonelada de alimentos é preparada conforme a dieta especial de cada espécie, incluindo frutas, carnes, peixes, ração e amêndoas.

Via Douglas Stofela

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