“Bolsonaro da Shopee” e “Lula da tapioca”: os candidatos que usam nomes inusitados nas eleições

As eleições de 2026 têm 29 candidatos registrados com Bolsonaro no nome de urna e outros dez com Lula, sem contar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os registros incluem integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e políticos que adotaram os nomes como referência eleitoral.
O número de candidaturas com Bolsonaro caiu 35% em relação às eleições gerais de 2022, quando 45 concorrentes fizeram essa escolha. Os registros com Lula recuaram 29% no mesmo período: eram 14 há quatro anos.
Entre os nomes mais incomuns estão “Bolsonaro da Shopee”, adotado por Vilmar Rigo, candidato a deputado federal no Mato Grosso, e “Lula da Tapioca”, nome de urna de Luiz Gonzaga Rodrigues Filho, que disputa uma vaga na Câmara pela Paraíba.
São Paulo reúne sete candidatos com Bolsonaro na identificação eleitoral, o maior número entre os estados. Além de parentes do ex-presidente, a lista inclui Clodoaldo Bolsonaro, Samanta Bolsonaro, Fabiana Bolsonaro, Valéria Bolsonaro e Renata Bolsonaro, candidata a vice-governadora pelo Agir.
Família Bolsonaro ocupa sete registros nas urnas
Sete dos 29 candidatos com Bolsonaro no nome pertencem à família do ex-presidente. Flávio Bolsonaro concorre à Presidência, Michelle Bolsonaro tenta o Senado pelo Distrito Federal e Carlos Bolsonaro disputa uma cadeira no Senado por Santa Catarina.
Jair Renan busca uma vaga na Câmara dos Deputados por Santa Catarina e registrou o nome de urna como “Jair Bolsonaro”. Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, concorre a deputado federal por São Paulo; Marcelo Bolsonaro, primo de Jair, tenta vaga de deputado estadual; e Rogéria Bolsonaro disputa a Câmara pelo Rio de Janeiro.
Fora do clã, os nomes aparecem em disputas de diferentes cargos e estados. Hélio Lopes concorre ao Senado por Roraima como “Hélio Bolsonaro”, Bruno Scheid disputa o mesmo cargo em Rondônia como “Bruno Bolsonaro Scheid”, e Rodrigo Bolsonaro tenta o governo do Rio Grande do Norte pelo Agir.
O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura de Bruno Scheid em Rondônia. O órgão argumentou que o uso do sobrenome Bolsonaro pode induzir eleitores ao erro e favorecer desinformação sobre uma eventual ligação com o ex-presidente.









