Bolsonaro rejeita acordo e decide manter oposição ao sistema

Publicado em: 02/11/2026 12:57

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu manter a oposição à reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado, mesmo diante de articulações que poderiam resultar em sua saída da prisão. Segundo informações divulgadas pelo Jornal do Commercio, Bolsonaro orientou o Partido Liberal a lançar candidatura própria ao comando da Casa e a não abrir negociações com o atual presidente do Senado.

A decisão ocorre após a Folha de S.Paulo revelar que Alcolumbre estuda articular um indulto ou uma anistia para Bolsonaro em troca do apoio da direita à sua reeleição, prevista para fevereiro de 2027. A proposta também teria como objetivo reduzir a pressão da oposição pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes.

Apesar da possibilidade de obter um benefício judicial, aliados de Bolsonaro rejeitam a negociação. Parlamentares do PL afirmam que não confiam em novas promessas de Alcolumbre e defendem a manutenção de uma candidatura própria. O senador Rogério Marinho (PL-RN) aparece como um dos principais nomes da oposição para disputar o comando do Senado.

A movimentação amplia a disputa política no Congresso e demonstra a resistência de setores da direita a um entendimento com Alcolumbre. Entretanto, não há confirmação de que uma proposta formal de libertação tenha sido apresentada diretamente a Bolsonaro. As negociações permanecem no campo das articulações políticas, e qualquer mudança em sua situação judicial dependerá dos procedimentos legais necessários.

Fontes: Jornal do Commercio (30/10/2026), Folha de S.Paulo (28 e 29/10/2026) e PB Agora (30/10/2026).

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma nota na qual anuncia que concederá entrevistas a grandes veículos de comunicação nacionais e internacionais nos próximos dias. O parlamentar também criticou a Rede Globo e afirmou que o programa Fantástico, deste domingo (1º), exibirá uma extensa reportagem sobre ele sem lhe garantir, segundo sua versão, a oportunidade de apresentar sua defesa.

Na publicação, Flávio afirmou que foi procurado por diferentes veículos de imprensa, incluindo a Globo, que teria oferecido uma entrevista exclusiva. Segundo o senador, ele aceitou a proposta com a condição de que a conversa fosse exibida integralmente, sem cortes ou restrições de assuntos, mas a emissora teria desistido. Flávio acusou o grupo de comunicação de tentar prejudicar sua reputação e questionou a postura da empresa. Não há confirmação independente sobre os termos dessa negociação.

O senador também voltou a comentar sua saída do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais para Lula. “Não saí do Brasil, saí pelo Brasil!”, declarou. Flávio criticou as medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, classificando-as como injustas e motivadas por perseguição política. Segundo a Polícia Federal, porém, a proibição de deixar o país e a apreensão dos passaportes foram determinadas judicialmente no âmbito de uma investigação. O STF também negou ter autorizado buscas na residência do parlamentar.

Ao encerrar a nota, Flávio prometeu ampliar sua presença na imprensa internacional e afirmou que pretende falar livremente sobre o cenário político e judicial brasileiro. “Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro”, declarou. O Fantástico anunciou uma reportagem sobre as circunstâncias da saída do senador do Brasil e sua viagem aos Estados Unidos. Até o momento, a alegação de que ele não terá oportunidade de resposta representa a versão apresentada pelo próprio parlamentar.

A comentarista de economia da CNN Brasil, Thais Herédia, relatou ter ouvido preocupações de representantes dos bancos sobre o futuro da economia brasileira em 2027. Segundo a análise, o país pode enfrentar dificuldades para crescer no próximo ano.

Um dos exemplos citados foi o Itaú, que reduziu sua previsão de crescimento da economia brasileira para 2027. A estimativa caiu de 1,5% para 1,2% e, depois, para apenas 0,5%, segundo as informações divulgadas.

Entre os principais motivos de preocupação estão as dívidas elevadas das famílias, das empresas e do governo, além dos juros altos. Se esse cenário continuar, o país poderá ter um crescimento mais fraco, com dificuldades para consumidores e empresários.

Fonte: CNN Brasil / Ch7 Brasil.

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