Cassol é considerado o maior cabo eleitoral da temporada e já foi procurado por todos os possíveis candidatos para alianças
Bem posicionado
Com o apoio do prefeito Leo Moraes em Porto Velho e do deputado federal Rafael Fera em Ariquemes e Vale do Jamari, o Podemos está lançando a pré-candidatura ao governo do estado do prefeito de Vilhena Flori Cordeiro, com bom desempenho na municipalidade daquele polo regional do Cone Sul rondoniense. Inicialmente esta peça movida no tabuleiro me parece jogada do prefeito Leo Moraes conseguir indicar um vice nas chapas de ponteira envolvidas na peleja. Mas se a postulação de Flori ganhar corpo acabará sendo referendada nas convenções partidárias de julho. E se colar, colou!
Pagando caro
Ante a omissão generalizada praticada pela classe política rondoniense – desde prefeitos e vereadores, até deputados estaduais, federais senadores, governador – a população rondoniense protesta contra os valores do pedagiamento ao longo da rodovia 364, no trecho Porto Velho-Vilhena. Como consequência deste absurdo os consumidores já estão pagando alguns produtos mais caros nos supermercados e nos restaurantes. Meu bandeco passou de R$ 30,00 para R$ 35,00. As manifestações também ecoam no vizinho estado do Acre e do Amazonas onde o custo de transporte encareceu os produtos hortigranjeiros.
O início da omissão
A omissão contra a cobrança abusiva do pedágio da BR 364 começou nas audiências públicas realizadas em Rondônia quando era possível reverter a situação. Prosseguiu no Congresso Nacional, com as audiências desenvolvidas no Senado, onde a classe política não se posicionou como deveria para barrar esta situação. Agora fica mais difícil reverter esta lambança e será preciso um esforço grande das bancadas federais de Rondônia, Acre e do Amazonas, que são os estados mais atingidos pela medida, para tentar reverter esta cobrança insana. Que a classe política rondoniense pague nas urnas sua incompetência que não se limita apenas a questão do pedagiamento.
Eleições 2026
O quadro político rondoniense está longe de se definir para a eleição de outubro. Existem especulações para todos os lados sobre as candidaturas ao governo estadual. E os possíveis postulantes buscam cabos eleitorais expressivos para o pleito. O ex-governador Ivo Cassol (PP) é considerado o maior cabo eleitoral da temporada e já foi procurado por todos os possíveis candidatos para alianças. Sequer lembram que Ivo é um pé de coelho às avessas para quem apoia, já que a maioria dos seus apoiados levavam pau nas urnas. Na capital, não sendo candidato, o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o atual prefeito Leo Moraes (Podemos) são considerados nomes expressivos no contexto de alinhamento.
Ainda é mistério
Uma das alianças mais importantes para a sucessão do atual governador Marcos Rocha, é a coalizão liderada pelo MDB do senador Confúcio Moura (Ariquemes) e pelo PDT do ex-senador Acir Gurgacz (Ji-Paraná). Como ambas as lideranças já ratificam a decisão de disputar as duas cadeiras ao Senado em jogo, a decisão da aliança em lançar um postulante ao Palácio Rio Madeira ao governo estadual, se mantém um mistério. Sabe-se que tanto Confúcio como Acir têm feito uma série de consultas as bases dos seus respetivos partidos para encontrar um nome de consenso.
Opção ao Senado
Intriga a classe política porque nem Confúcio, tampouco Acir querem entrar na corrida sucessória estadual. Mas isto decorre de um pedido do próprio presidente Luís Inácio Lula da Silva que precisa montar uma base aliada no Senado com maioria, porque lá se decidem causas importantes para os interesses governistas. Como se sabe, é prioridade das forças bolsonaristas elegerem o maior número de senadores já que eles teriam com isto o poder de anistiar o ex-presidente e a força congressista para afastar Xandão e cia do Supremo. Por conta disto, o PT, MDB e o PDT estão priorizando eleições ao Senado. No Acre o petista Jorge Viana poderia disputar o governo estadual, mas está escalado também para a peleja ao Senado.
Via Direta
*** Um levantamento de Ongs dão conta sobre a degradação dos centros históricos em expressivo número das capitais brasileiras ***. Porto Velho está incluído no estudo, com o centro antigo entregue aos drogados e arrombadores de lojas e de edifícios públicos, além de mendigos acampados em prédios abandonados *** Urge a revitalização principalmente da região portuária, infestada de urubus, pombos, ratazanas e ladrões *** Com as redes sociais tomando conta de tudo, os jornais eletrônicos se obrigam a inovar e reforçar suas paliçadas para este enfrentamento *** O ex–presidente Jair Bolsonaro esta escalando o senador Marcos Rogério a reeleição. Se for assim, o deputado federal Fernando Máximo será o ungido para o CPA.
Fonte: https://rondoniaovivo.com/noticia/politica/2026/01/27/eleicoes-2026-o-quadro-politico-rondoniense-esta-longe-de-se-definir-para-a-eleicao-de-outubro.html
