Chineses terão que pagar mais caro para usar camisinha e anticoncepcionais; entenda

Publicado em: 02/01/2026 11:59
Bebê asiático. Foto: Getty Images

O governo da China passou a cobrar, a partir desta quinta-feira (1º), um imposto de 13% sobre a venda de contraceptivos, como preservativos, pílulas e dispositivos intrauterinos. A medida integra uma reforma tributária que removeu isenções em vigor desde 1994 e ocorre no contexto de políticas voltadas ao aumento da taxa de natalidade do país, que registra queda populacional há três anos consecutivos.

Paralelamente, o governo anunciou isenção de impostos para serviços de creche, além de benefícios como ampliação de licenças parentais e pagamento de bônus financeiros para famílias com filhos. Também haverá isenção de imposto sobre serviços ligados a casamentos e cuidados com idosos. As autoridades chinesas apontam envelhecimento populacional e desaceleração econômica como motivos para o pacote.

Especialistas e moradores ouvidos pela imprensa internacional afirmam que o aumento do preço de contraceptivos não deve impactar de forma significativa a decisão de ter filhos. Argumentam que o custo de criação de crianças na China permanece elevado, com gastos com educação e moradia, e manifestam preocupação com possíveis aumentos em gestações indesejadas e risco de infecções sexualmente transmissíveis entre populações de menor renda.

Compartilhar

Faça um comentário