CRISE: Governo admite ‘risco iminente’ de paralisação na saúde de Cacoal
O Governo do Estado oficializou o estado crítico do atendimento em saúde pública no município de Cacoal. Uma publicação no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (17) de abril determinou a convocação emergencial de médicos generalistas para evitar um colapso no sistema local.
A medida foi formalizada por meio dos Editais Nº 77 e 78/2026. Os documentos convocam profissionais que já haviam sido aprovados em processo seletivo, mas a convocação ganha contornos de crise devido à justificativa apresentada pelo próprio Estado.
De acordo com o texto oficial, a contratação atende a uma “necessidade excepcional e urgente de recomposição da força de trabalho”. O Diário Oficial é ainda mais enfático ao basear a urgência da medida no “risco iminente de descontinuidade de serviços essenciais de assistência à saúde” na cidade de Cacoal.
A publicação não detalha, no entanto, os motivos que levaram a rede pública do município a este déficit de profissionais a ponto de ameaçar a manutenção dos serviços básicos à população.
Histórico de problemas
Como registrou o Rondoniaovivo anteriormente, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) move uma ação civil pública relacionada ao atendimento de saúde em Cacoal. O Hospital Regional de Cacoal (HRC) manteve desativada a Ala III (neonatal) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) .
A falta de leitos e de médicos resultou na transferência de 636 pacientes para outras unidades de saúde entre janeiro e junho de 2025. No mesmo semestre, o hospital registrou a demanda de 3.579 atendimentos de UTI.
Fonte: https://rondoniaovivo.com/noticia/interior/2026/04/18/crise-governo-admite-risco-iminente-de-paralisacao-na-saude-de-cacoal.html
